Treze de maio: brinquedos com história

Quem vê esse gracioso conjunto de quatro escorregadores, na área infantil do Parque Treze de Maio, no Bairro da Boa Vista – Centro do Recife – não imagina que esses brinquedos possuem toda uma história. Ela foi relatada ao #OxeRecife e a caminhantes do Grupo MeninXs na Rua. 

É que no último sábado, pouco mais de 20 pessoas fizeram uma incursão, a pé, pelas obras do escultor Abelardo da Hora (1924-2014) em ruas, parques e jardins do Recife. Por pedido do coordenador da caminhada, Agenor Tenório, o passeio incluiu visita à residência e ao ateliê do artista, cujos familiares nos receberam com muito carinho e atenção.

A foto dos “escorregos” – como costumam chamar os recifenses – está em uma entre as muitas molduras que habitam as paredes da casa onde o artista viveu. Diante de nossa curiosidade, uma das filhas do artista, Lenora, contou o motivo. Os brinquedos em concreto eram uma novidade no século passado. Isso porque substituíram os de madeira, que era a matéria prima utilizada nesses equipamentos, tão comuns nos nossos parques.

Só que um dia, uma criancinha cortou-se ao escorregar em um dos brinquedos. Isso porque uma alma sebosa colocara uma lâmina de barbear encravada na madeira. A menina não viu o objeto e teve um corte grande na perninha. Preocupado com a incidência de novos acidentes, o escultor bolou escorregos de concreto que, posteriormente, tiveram o mesmo modelo espalhado pelas áreas de lazer do Recife. Viva, Abelardo!

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Texto e foto: Letícia Lins / #OxeRecife

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