Cprh resgatou 13.406 animais em 2018

Vejam só que notícia boa. O Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco (Cetas Tangara), da Agência Estadual de Meio Ambiente (Cprh) acolheu nada menos de 13.406 animais silvestres em 2018, dos quais  6.819 já retornaram à natureza.  Os números foram divulgados pela Cprh, e mostram um aumento de 46,46 por cento (em relação a 2017)  nas entradas no Cetas, que fica no bairro da Guabiraba, Zona Norte do Recife.

Isso mostra que tanto a população está mais atenta, denunciando o comércio ilegal de animais ou a presença em cativeiro, o que é configurado como crime ambiental, rendendo processo na justiça  e multas pesadas, dependendo do grau de risco do bicho. Também tem ocorrido  doações voluntárias, embora ainda não sejam numerosas. O número de solturas (reintrodução à natureza) também cresceu em 2018, com aumento de 25 por cento em relação a 2017. Foram 5.454 bichos reintroduzidos em 2017, contra 6.819 de 2018.

A fiscalização também se tornou mais efetiva. De acordo com a Cprh, 77 por cento dos animais recebidos são provenientes de ações criminosas, como o tráfico. Onze por cento foram resgatados em situação de risco (atropelamentos, incêndios, desgarrados do grupo, feridos ou entraram em ambientes domésticos). Apenas seis por cento provêm de entregas voluntárias. A parte restante tem diversos tipos de origem, inclusive repatriamento ou vieram de criadouros privados.

A exemplo do ano passado, os pássaros lideram a lista de animais recebidos no Cetas: 82 por cento. Eles estão entre os mais visados pelo tráfico: canários, curiós, sabiás, papagaios, araras, jandaias, tucanos. Os répteis ocupam a segunda posição (sete por cento), sendo seguidos por mamíferos (cinco por cento). Em 2018, chegaram ao Cetas até crustáceos (três por cento).  E também exóticos – que não ocorrem no Brasil- foram encaminhados (um por cento). Entre os animais devolvidos à natureza, as aves também lideram o ranking (80 por cento). Depois, vêm os répteis (dez por cento),mamíferos (cinco por cento) e crustáceos (quatro por cento).  Viva aos pássaros e aos outros animais, que estão voltando aos locais de onde nunca deveriam ter saído: a vida selvagem.

 

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Texto: Letícia Lins/ #OxeRecife
Fotos: Cprh/ Divulgação

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