Startup resgata 2 mil gatos de rua

Dá pena ver tantos gatos abandonados nas ruas. Descartes de bichanos ocorrem em muitos lugares, inclusive no Recife, onde a Avenida Beira Rio transformou-se no principal deles. Há até um grupo de almas caridosas, os Gatinhos Urbanos, que tentam arranjar adoções e comida para os bichinhos  esquecidos na nossa cidade. Em Santarém (PA), onde estive em novembro do ano passado, me defrontei com  dezenas de gatinhos à toa, abandonados – como no Recife – em um mesmo local,  próximo à Orla do Rio Tapajós. Em São Paulo, uma startup já resgatou mais de 2 mil felinos das ruas. Em apenas dois anos.

A startup foi fundada em 2015, e  desenvolve projetos de resgate de animais que se encontram em situação de risco. Para tanto, fechou parcerias com Ongs (Projeto Segunda Chance, Projeto PetVan, Adote um Gatinho, SOS Gatinho, Mundo Gato, Confraria dos Miados e Latidos, Meu Anjo Peludo, Associação Mundo Melhor para os Animais de Rua –  Ammar, entre outras). E, em 24 meses, conseguiu casa e comida para aqueles tantos bichanos. A empresa tem mais de 130 mil seguidores em redes sociais, e as utiliza para potencializar buscas por gatos perdidos e achar novos donos. É  a CatMyPet, que trabalha com desenvolvimento de produtos para os miaus. “É uma empresa especializada em gatos e por quem é apaixonado por eles”.

No Recife, os “Gatinhos Urbanos” resgatam e alimentam felinos que, como Vick e Pretinho, foram  jogados nas ruas (LL)

Normalmente, a CatMuPet faz eventos mensais, dos quais destina parte do faturamento para projetos “sociais” de natureza felina. Entre os gatos mais vulneráveis a maus tratos, abandono e perseguições, estão os bichanos pretos, pois há quem acredite que eles dão azar. O que, aliás, é uma crença milenar. Um dos exemplos mais dramáticos de resgate foi da gatinha Vicky, encontrada em São Paulo, em uma sexta-feira, 13, com uma faca atravessada na barriga. Acredita-se que ela foi vítima de algum ritual de magia negra. Mas como, como diz o ditado popular, “gato tem sete vidas”. E  a bichinha não morreu. Na verdade, ela teve até sorte, porque nenhum órgão vital atingido.

Mesmo assim,  Vick precisou de cirurgia. A CatMyPet contou com suporte da Ong Miados Urbanos e levantou fundos para operar a gatinha. Que hoje tem dono novo e está toda serelepe. Viva Dona Vick! O #OxeRecife solicitou foto da heroína Vick à assessoria de imprensa da CatMyPet, por conta de sua história, mas os proprietários não foram localizados. Devem estar viajando, devido aos festejos de fim de ano. Então, resolvi usar uma de Verdinho, que apesar do nome, é tão pretinho quanto Vick. E que  teve história tão dramática quanto a da “prima”. Com três meses incompletos foi resgatado pelo meu genro, Carlos Augusto Costa, em meio ao trânsito conturbando da Avenida Norte, uma das mais movimentadas do Recife. Ele estava na iminência de ser atropelado e morrer esmagado no asfalto.  Foi apanhando e levado para Boa Viagem, Zona Sul do Recife, onde está até hoje. Chegou com pulgas e sarna, mas foi logo  ao veterinário e vermifugado, inclusive.  Hoje está bem cuidado, feliz e vive na maior amizade com Black, o cachorrinho tão negro quanto o gato, que divide com ele o espaço e o afeto da família Costa.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos:  Letícia Lins e Juliana Lins/ Cortesia

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