Essa calçada fica em área pública, uma pracinha, na Avenida Norte. Vejam a situação.

Oxe, cadê as calçadas da Av. Norte?

Depois de fazer, na quarta-feira,  a pé, o percurso Parque Urbano da Macaxeira – BR-101, pela Avenida Norte seguindo pela calçada à esquerda da via, na quinta resolvi fazer o roteiro inverso, saindo da BR 101 em direção ao Parque, mas utilizando a calçada do lado oposto ao do Parque. Como vocês sabem, aquela importante via do Recife passou por requalificação de passeios públicos, ao custo de R$ 459 mil 663. O serviço já foi concluído, segundo informa a Emlurb.

Mas, infelizmente, sobrou muita calçada ruim, para quem caminha por ali. É que virou um suplício para o pedestre utilizar o passeio público naquele trecho. A dificuldade é grande dos dois lados do asfalto. Na quinta, mostrei a situação do lado esquerdo da Avenida, para quem vai no sentido cidade subúrbio. No lado inverso, a situação também é complicada. Há trechos com declives acentuados, com obstáculos no meio do caminho – pedras, buracos, gelos baianos, postes próximos – e grande parte da calçada no barro, sem concreto nenhum.

Defronte ao Parque Urbano da Macaxeira, por exemplo, existem três escolas, duas municipais (Diácono Abel Gueiros e Presbítero José Bezerra) e uma estadual (Maria Amália). Mesmo sendo prédios públicos, a calçada que serve aos três estabelecimentos foi esquecida. Nas proximidades das ruas Maria Cândida, Monte Paixão e Maria Amália, o pedestre tem que fazer “acrobacia” para não levar um tombo. Sendo que, nessas áreas, não há condições de mobilidade para pessoas com deficiência ou cadeirantes.

Na frente do próprio Parque, onde há um semáforo para fazer o retorno para quem vem do centro, há um pequeno largo, onde no passado funcionou um mercado público. No espaço, há pedras soltas, matagal e nenhum equipamento urbano. Pior, parte dos seus escombros estão jogados na calçada, já esburacada e sem o mínimo de manutenção. Um perigo para quem  precisa andar, principalmente para pessoas idosas ou com pouca visão ou nenhuma visão.

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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