Faculdade de Direito do Recife está incluída no passeio do Olha! Recife sobre a ditadura de 1964.

“A Casa de Tobias merece respeito”

O episódio envolvendo a torre do relógio da Faculdade de Direito do Recife – noticiado com exclusividade pelo #OxeRecife – deixou indignados os recifenses. A torre inclinou, ameaça desabar e será removida no final de semana. O prédio, datado do início do século,  é um exemplar de estilo eclético, tem adornos internos em ferro e parte de sua mobília ainda é original.

Em mensagens enviadas ao #OxeRecife, leitores reclamam dessa situação. Até o Desembargador aposentado  Bartolomeu Bueno reagiu, em comunicado encaminhado às redes sociais do Blog. “A vetusta FDR, a nossa casa de Tobias, merece respeito, cuidados e preservação de sua estrutura”, disse. “Se um museu não serviu de alerta, só nos resta gritar ao pé do ouvido dos i-rresponsáveis, adverte, em tom de  crítica, o leitor Ciro Varejão. Referia-se ao recente acidente do Museu Nacional, do Rio de Janeiro, que perdeu a maior parte do acervo devido a um incêndio de grandes proporções.

A Faculdade de Direito do Recife é imponente, mas seu prédio exige muitos cuidados: torre ameaça desabar.

“Será a Torre de Pisa?”, indaga Helena Amaral, uma das mais fiéis leitoras do #OxeRecife. Ela fez o comentário ao ver a inclinação superior da torre da FDR, lembrando o célebre monumento italiano, que atrai atenção de turistas de todo mundo à região da Toscana, na Itália, para admirar o campanário inclinado, cuja construção teve início em 1.174, sendo concluído apenas em 1.372.

“Que horror”, desabafa Francisco Cunha, coordenador dos Grupos Olhe pelo Recife e das Caminhadas Domingueiras, durante as quais sempre descreve a importância arquitetônica e histórica da FDR, todas as vezes que perto dela passamos, nas nossas andanças pelo Centro. “Indignação”, reclama Maria Tabosa. Em mensagem enviada à caixa de correspondência do #OxeRecife, meu querido amigo Ivan Rodrigues classifica como “lamentável o ocorrido”, mas faz fé que “a recuperação seja providenciada com a urgência necessária”. Lamentou “a ajuda de trêfegos garotos que, há dois anos, invadiram e depredaram o magnífico prédio em nome do combate a uma reforma de ensino anunciada”. Aí, também já é demais. Destruir o patrimônio público é crime.

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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