O sobe e desce do Rio Tapajós

Para quem é do Recife, habituado a ver – sempre – as duas margens do Rio Capibaribe, o Rio Tapajós, no Pará, parece um mar que se perde na linha do horizonte.  Um mar  de água doce. Imaginem só quando chega a temporada de chuva. E ele  sobe tanto de nível que muitas ilhas ficam submersas. A praia de Alter do Chão (localizada  a 37 quilômetros do centro de Santarém) por  exemplo,  desaparece.

Por esse motivo, só deve ser visitada até novembro, porque depois disso seus bancos de areia somem, porque o rio cobre tudo. Esse mercado aí  da foto é a Feira do Pescado, que fica instalado na margem do Tapajós, em Santarém, onde são comercializadas mais de 200 toneladas mensais de curimatã, filhote, pacu, surubim, pirarucu, dourada, aracu entre outros peixes, muito apreciados na Amazônia.

Mas o propósito desse post é chamar a atenção para as colunas da feira, sobre o leito do Tapajós. Olhem bem para elas. Estão assim expostas, porque estamos no verão.Quando a temporada chuvosa chega, essas colunas ficam totalmente submersas. E os paraenses dizem que o peixe que vem com o rio cheio é tanto, que “se pega até com as mãos”. Pode ser conversa de pescador, mas ouvi essa história em três locais diferentes: na Orla, na própria Feira do Pescado e na Praia de Maracanã, onde estive, antes de embarcar para Alter do Chão.

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Texto e foto: Letícia Lins / #OxeRecife 

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