Santarém além do Rio Tapajós

Foi um dia andando, hoje, por Santarém, município localizado a 1.374 quilômetros de Belém e que é considerado um dos mais antigos da região da Amazônia. Antiga Aldeia dos Tapajós, foi fundada em 1661, e é a terceira maior cidade do Pará, só perdendo para Belém (capital) e Ananindeua

Mas as marcas da história já não são tão grandes. Muita coisa se foi, e é preciso um certo esforço das autoridades públicas para evitar que seus prédios antigos não desabem. Não são muitos os que restam no centro da cidade, como a Casa do Barão de Santarém e a Igreja Matriz.

Andei muito pela cidade, e tirando o encanto da Orla – banhada em toda a extensão pelo Rio Tapajós (um mar de água doce) – me defrontei com algumas construções seculares, que me chamaram a atenção. Fui, também, ao Mirante do Tapajós, onde restam canhões antigos. A área foi urbanizada e, à tarde, funcionam quiosques para a venda de pastéis, doces, sorvetes.

Lá de cima, avistamos a extensão do calçadão, as embarcações que deslizam suavemente pelo rio. Descendo suas escadarias, encontramos duas casas antigas, uma das quais é a sede do Instituto Histórico de Santarém.  No centro, achei bonita a Igreja Matriz, cuja construção teve início em 1761.  O templo foi concluído em 1819 e é considerado o mais antigo da cidade. Porém barracas de feira em sua frente, à Praça Monsenhor Gregório, ofuscam a beleza do conjunto arquitetônico, que inclui um belo coreto. Há casario bonito, também, em frente à Praça dos Pescadores. No centro da cidade, os andares superiores de alguns prédios seculares estão conservados. Mas quase todos estão descaracterizados nos pavimentos térreos, onde funcionam casas comerciais. Problema que acontece também no Recife, como com o bonito Hotel do Parque, e em prédios antigos de ruas como Livramento, Nova e Imperatriz.

Veja, na galeria abaixo, algumas fotos de Santarém.

 

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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