As meninas empreendedoras do Slime

O Slime – uma massa disforme e que não gruda nas mãos – virou uma verdadeira mania entre a meninada. E há crianças que até passaram a fabricá-lo em ambiente doméstico. Caso da minha neta, Maria Letícia. Não são poucos, também, os eventos infantis, nos quais são ofertadas oficinas para produção de Slime. A mania pegou as garotas Lara Trigueiro e a própria Letícia. Durante um evento infantil, em outubro, elas se mostraram não só adeptas da mania, como pequenas empreendedoras.

Resolveram montar uma barraca para venda de Slime, durante festa infantil realizada pela Vila 7, na loja do bairro das Graças, que funciona na Avenida Rui Barbosa, 1105. Para a empreitada, Letícia e Lara contaram com apoio das mães,  Juliana Lins e Larissa Ferreira, ambas comerciantes. A barraca terminou sendo uma das mais movimentadas do evento promovido pela Vila 7 em outubro. “Na véspera, a animação era tanta, que Letícia e Lara ficaram a noite produzindo potes e mais potes de massa”, conta Larissa.

E no sábado, no momento da festa, a demanda foi grande. As garotas não paravam. Engenheiro e dono de uma pequena construtora, Alexandre Santiago foi levar a sobrinha Bia para a festa e se espantava com o pragmatismo das garotas. “Que turma de meninas desenroladas”, comentava, ao ver a movimentação e a rapidez com que atendiam a clientes, tão crianças quanto elas. Na barraca, Letícia e Lara ganharam a ajuda de mais duas colegas: Camila Schwanbach e Marina Wiethaeuper, com quem dividiram a responsabilidade no atendimento aos clientes.

Foi uma tarde movimentada, em meio a diversão e “negócios”. Os valores de cada pote de Slime variavam, de R$ 2 a R$ 6. Os mais baratos eram a massa, pura e simples. Os mais caros vinham mais sofisticados, com acréscimos de cor, brilho, purpurina, bolinhas coloridas ou outros materiais. E era uma profusão deles, ao gosto do freguês. Tudo adicionado no momento da venda.  Na barraca, as funções eram bem definidas: uma atendia o público, a outra recebia dinheiro, a terceira fazia ajustes  nos Slimes (quando era preciso engrossar mais ou adicionar materiais) e uma outra colocava os potes nas sacolinhas. Quando necessário, misturavam as funções. No final do dia, a meninada comemorava, a venda de 385 potinhos de Slime e um bom trocado para alimentar a poupança.

No fim, foi uma grande diversão. Vejam só o vídeo as garotas empreendedoras:

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Texto, foto e vídeo: Letícia Lins / #OxeRecife

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