A “rota verde” dos MeninXs na Rua

Hoje sacrifiquei a praia – programação sagrada aos domingos – e mais uma edição Música no Palácio, para andar pelas ruas do Recife com os MeninXs na Rua, um dos grupos de caminhadas dos quais eu faço parte. O roteiro, idealizado por Agenor Tenório, foi O Verde do Recife. E valeu. Apesar das constantes cenas de arboricídio, que a gente vê nas ruas do Recife, ainda resta verde, para nosso consolo. Foram quase oito quilômetros de percursos com desvios, entradas e  até uma trilha por meio da Mata Atlântica, no Parque Estadual de Dois Irmãos, Zona Norte do Recife.

Saí cedo de casa, pois o encontro estava marcado para 7h30m, no bucólico e icônico Jardim do Baobá, no bairro das Graças. Peguei o ônibus errado, terminei atravessando o Parque da Jaqueira (já no clima verde) para chegar lá. Saímos para curtir o verde que ainda resta no Recife, em jardins, quintais, ruas, mas sobretudo ao longo do Rio Capibaribe, onde persistem os manguezais, apesar da poluição, da especulação imobiliária, e das ocupações irregulares provocadas pela falta de acesso à moradia. Ao longo da semana, trarei algumas informações sobre as descobertas que sempre aparecem, no nosso sempre saudável hábito de caminhar.

Só uma informação rápida ao leitor: fizemos o roteiro saindo do Jardim do Baobá, nas Graças. Seguimos pela Avenida Rui Barbosa, Rua Leonardo Bezerra Cavalcanti. Ao chegar à altura da Vila Vintém, pegamos a esquerda, sempre tangenciando a margem do Capibaribe,  até chegarmos ao bairro de Santana (passando pelo Parque). De lá, fomos ao Poço da Panela (com direito a Jardim Secreto). Tomamos a Rua de Santana, a Macedo Soares, a Real do Poço,  a Visconde de Araguaya, a Antônio  Vitrúvio, a Guimarães Peixoto, de onde seguimos pela Tapacurá, com paradinha para hidratação.

Tomamos, então, a Avenida Dezessete de Agosto, no bairro do Monteiro. Daí, entramos pela Rua José do Rego Barros, cruzamos a pontezinha sobre o Açude de Apipucos e entramos na Rua Anauro Dornelas, uma das mais verdes do Recife, mas sem saída. Voltamos pelo mesmo caminho e seguimos para Dois Irmãos, onde fizemos uma trilha de mais ou menos uma hora entre a vegetação exuberante de um dos fragmentos que restam da nossa Mata Atlântica. Para Agenor (que coordenou o grupo), o percurso com entradas, curvas, prolongamentos para que conhecêssemos mais o verde do Recife deve ter dado uns oito quilômetros (somando a caminhada pela mata). No decorrer desta semana, trarei mais informações sobre o passeio, que incluía a Reserva Marista, um dos locais mais bonitos da Zona Norte (mas que está com acesso fechado aos domingos, infelizmente). Na volta, saindo de Dois Irmãos, peguei outro busão, e desci na minha casa, em Apipucos, por onde tinha passado na ida.

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Texto: Letícia Lins/ #OxeRecife
Foto: MeninXs na Rua / Cortesia

 

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