Cida Pedrosa lança livro na Câmara

Escritora, advogada, militante comunista, ativista cultural, defensora dos direitos civis, e em especial, das mulheres, a sertaneja Cida Pedrosa  tem sete livros publicados e participação em várias antologias, editadas no Brasil e no Exterior. Ex Secretária de Meio Ambiente do Recife – onde teve gestão de destaque – ela agora responde pela Secretaria da Mulher no município. A ocupação no serviço público, no entanto, não atrapalha sua carreira literária. Cida completa 55 anos na próxima quinta-feira, e comemora a data com o lançamento de mais um livro: Gris.

A festa de lançamento será no próximo dia 18, às 18h, na Câmara Municipal do Recife. O livro é editado pela Companhia Editora de Pernambuco, sendo esta a primeira obra de Cida com o selo da Cepe. O livro tem 139 páginas e traz 50 poemas, entre já publicados e inéditos.   Entre os inéditos estão: Empatia, Paisagem matinal, Ninfas, Passos, América, Os flamboyants do Capibaribe, Uma visão de le croisic, Voragem, O calendário da morte, O corpo fede, Tradução e Ato de entrega.

“Os poemas deste Gris trazem uma mostra significativa da produção desta autora cuja obra se alimenta da urbe e se confunde com o estar na cidade e vivê-la. Poemas curtos e cortantes levam o leitor a um passeio por paisagens multicores, a despeito do que sugere o título do volume. O cinza do asfalto e dos edifícios se mistura na paleta poética de Cida e se converte em pele, músculo, nervos, sangue, coração”, destaca o editor da Cepe, Wellington de Melo. Para o escritor Marcelino Freire, Cida é “uma alma que dá guarida a todos os versos” feitos de “pedra, de carne de fogo”.

Além de inéditos publicação tem, a, poemas já divulgados nos livros Cântaro (Os meninos da minha cidade, A festa, A casa dos mortos, Geração e Sayonara); Gume (Rainha dos degredados, Milena, Bolas de vidro, Céu de confeiteiro, Vinil, O surfista, São João, Cadê os olhos da menina, Instantâneo, Morte sob carbono, O descobrimento da pólvora, A lágrima tatuada, Poemetal, Engenharia da dor, Carrossel, O caminho da faca, Passeio pelas ruas do Espinheiro, Um certo sol sobre São Paulo, Serva das cores, A parede e a flor, Constatações, O punhal e o poema, O oriente da cidade). Há, ainda, poemas publicados em revistas literárias e antologias. Cida – com quem encontro, sempre, em reuniões culturais – é, além de tudo que eu disse lá em cima, uma pessoa arretada. Arretada e meia, aliás. Muito gente boa.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Divulgação/ Arquivo-#OxeRecife

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