Gramado sintético gera protestos

Absurdo, cafona, antiecológico. Foi assim que os leitores do #OxeRecife classificaram a iniciativa de um supermercado em implantar um gramado sintético em pleno jardim, ao ar livre. A loja fica na Zona Norte do Recife, e foi alvo de postagem no Blog no sábado, devido ao gosto duvidoso e à completa inutilidade da iniciativa em ambiente natural.

O #OxeRecife recebeu várias mensagens criticando o gramado de plástico. No Recife, dependendo da localização, a lei estipula entre 20 a 70 por cento a manutenção de áreas verdes em terrenos que eventualmente sejam utilizados para edificações. E há até dispositivo sobre implantação de telhados verdes. Tudo com o objetivo de evitar aumento de temperatura, garantir a beleza da paisagem e proporcionar melhor qualidade de vida pra os moradores da cidade.

Perto do Extrabom, o Pão de Açúcar cortou uma árvore, mas no tronco degolado nasceu um mamoeiro.

Esse, no entanto, não parece ter sido o entendimento do Extrabom, na Avenida Rosa e Silva, em Casa Amarela, que usou um gramado sintético  em frente à fachada. “Cafona e antiecológico”, definiu Antônio Augusto Castelo Branco, sobre a grama plástica.  “Que horror”, exclamou Helena Amaral. “Absurdo”, afirma o arquiteto, urbanista e consultor Francisco Cunha. “Nojento”, classifica Ota Gaudêncio. “Horrível, cafona, absurdo ao quadrado”, critica Mônica Fernandes.”A prefeitura devia multar”, acrescenta a  leitora.  “Desse jeito, a  água da chuva não volta para o lençol freático”, afirma Maria Cristina Henriques, invocando até as aulas que teve na Universidade Federal de Pernambuco sobre o assunto.

” Quem foi aluno do professor Paulo Dutra na Ufpe sabe disso”, lembra Cristina. Para Angélica Stabile, o problema é mais  sério. “O real motivo disso se chama burocracia trabalhista. Com ela, as empresas tentam de tudo para eliminar manutenção e relações trabalhistas”. E conclui, lembrando a necessidade de manter o solo permeável, a qualidade do ar,  e evitar temperatura extrema para criticar o  uso de plantas artificiais ao ar livre. E mostra a consequência: “falta de vida”. Eduardo Ferreira sugeriu que a diretoria da empresa “comesse dessa grama”. Louco por plantas – costuma cultivá-las, espalhando o verde por onde chega – Fábio Cabral de Melo, da Passa Disco, denuncia que loja no Espinheiro, no caso uma farmácia, trocou a área verde por cobertura de cimento. Penso que “jardins” de cimento ou de grama plástica dão na mesma: benefício zero para a natureza.

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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