O lixo eleitoral das ruas

Com a proibição da antiga prática da boca de urna – até se dizia “eleição se ganha no dia” – a impressão que a gente tem é que os candidatos aproveitaram a noite do sábado para jogar “montes” de santinhos nas calçadas e ruas. E perto das zonas eleitorais, a prática de sujar as áreas públicas foi ainda mais grave, pois havia não “montes”, mas sim “montanhas” de santinhos com propaganda política.

Pelo menos foi assim em área da Quinta Zona Eleitoral, onde resido e onde voto desde que me entendo de gente. Só no Colégio Silva Jardim, havia nada menos de 20 “montanhas” de santinhos na calçada, virando papel machê, já que a chuva forte registrada na manhã do domingo impediu que a papelada saísse voando e espalhando o emporcalhamento. Com a água, a propaganda virou papa. Na própria Praça do Monteiro, havia cinco “montanhas” de papel.

Para evitar aquela chatice de engarrafamentos comuns às eleições, carro buzinando, dificuldade de estacionar, fiz meu percurso Apipucos-Monteiro e Monteiro-Apipucos, andando. Apesar do temporal, nada que um bom guarda-chuva não resolvesse. Pois nesse pequeno trecho feito a pé, o que não faltava era santinho colado pelo chão, devido à ação da água.

Em pelo menos doze locais, no caminho de ida e volta, me deparei com muitos, mas muitos mesmo, espalhados pelo chão. E de candidatos de todos os partidos. Os candidatos devem ter pensado: não se pode fazer boca de urna, hoje é último dia para divulgar meu nome e meu número, então vamos lá: joguem tudo pelo chão. E haja lixo. nas Péssimo exemplo de civilidade.

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Texto e foto: Letícia Lins/ #OxeRecife

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