Cícero Belmar e “Umbilina” na berlinda

O Projeto Roda de Conversas – coordenado pelo acadêmico Cícero Belmar  – está suspenso, mas no próximo sábado é o escritor que estará na berlinda. Ele é o convidado do Clube de Leitura Floriterárias, que fará um debate sobre o livro Umbilina e sua grande rival, de autoria do próprio Belmar. O encontro será  às 13h do dia 29, na sede da Academia Pernambucana de Letras, onde o escritor promove encontros mensais, para bate-papo informal com autores convidados. O acesso é livre e todo o público que gosta de Literatura está convidado.

Além de jornalista e escritor, Belmar participa de oficinas de escrita e leitura . E como coordenador do Projeto Rodas de Conversa da APL, já promoveu dez encontros com escritores, poetas, e até autores de histórias de quadrinhos, sempre com auditório cheio. O objetivo desses eventos é aproximar o público da APL, principalmente os jovens. Mas o projeto está suspenso por conta de reforma que vem sendo feita na APL, que está adequando o espaço onde ocorrem as reuniões para implantação de sala multimídia, onde deverá funcionar, também, um cineclube. No sábado, os papéis estarão invertidos. Ao invés de conduzir e provocar o debate, Belmar será inquirido e provocado.

O romance que motiva a discussão narra a história de Umbilina, uma mulher forte, do Sertão nordestino, que está à beira da morte, sua grande rival. E que deseja, antes de passar para a outra vida, transformar o filho em personagem da literatura de cordel. Ou seja, um conteúdo que se aproxima do realismo mágico da literatura latino americana. A obra tem, também, influência do Movimento Armorial, criado por Ariano Suassuna (1927-2014) .O próprio Belmar não nega que bebeu em tal fonte.

Os elementos da prosa de Belmar são a labuta do sertanejo, a seca, a fome, a morte, a luta e a esperança. A obra possui xilogravuras de J. Borges e apresentação de Raimundo Carrero. O livro ganhou o Prêmio Lucilo Varejão do Conselho Municipal de Cultura, na sua primeira edição, em 2001. Cícero Belmar é jornalista e dramaturgo, autor de romances, contos, biografias, obras infantis e peças teatrais. Nasceu em Bodocó, sertão de Pernambuco, e se mudou para Recife nos anos 80. Foi o jornalismo que o levou à literatura, primeiramente escrevendo para crianças e no teatro.  Muito depois vieram os romances. Belmar ocupa a cadeira número 33 da Academia Pernambucana de Letras.

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Texto: Letícia Lins/ #OxeRecife
Foto: Divulgação

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