Vamos limpar o Rio Capibaribe?

Uns sujam, outros limpam. Uns aumentam a despesa do erário público – com a crescente necessidade de ações de limpeza – outros gastam para limpar. É assim, a história do nosso querido Rio Capibaribe, patrimônio de Pernambuco, com seus 240 quilômetros de extensão, ao longo do qual passa por 42 municípios, incluindo o Recife, onde virou marca registrada de sua paisagem.  Na sexta, 31, acontece a nona edição do Há Gosto pelo Capibaribe, ação que junta  amantes do rio, ambientalistas, populações ribeirinhas e  pescadores. Esses – cerca de cem – vão participar de competição ambiental, para ver quem colhe a maior quantidade de lixo do nosso “Cão sem Plumas”, como o definiu João Cabral de Melo Neto, um dos poetas que tantos versos dedicou ao hoje tão castigado Capibaribe.

O Há Gosto pelo Capibaribe tem por objetivo estimular a conscientização sobre a necessidade de preservação do Rio, para que a população não lhe atire tanto lixo (até porque esgoto já lhe atiram, por omissão de nossas autoridades que nunca deram à devida importância ao saneamento). A iniciativa  Há Gosto pelo Capibaribe é da ONG Recapibaribe, que este ano conta com parceria do Rotaract Club Recife Encanta Moça, de empresas privadas e também de pessoas físicas. Antes da partida, pescadores se reunirão no Capibar (Rua Tapacurá, 101, Monteiro), para um café da manhã. A ideia é que 20 toneladas de detritos sejam retiradas das águas do Capibaribe. O trecho escolhido para a limpeza fica entre os bairros do Monteiro e Ilha do Retiro. Para viabilizar o projeto, o Rotaract Club Recife Encanta Moça fez uma vaquinha online, arrecadou dinheiro e vendeu camisas. A divulgação do projeto sensibilizou a Concessionária Fiat Italiana, que doou R$ 10 mil e se tornou o patrocinador master do projeto.

Também colaboraram 27 pessoas físicas, que doaram por meio da vaquinha virtual que foi criada: Alderico Portela Guerra, Lucia, Chico Barros, Diana Meira, Alexandra Beirão, Eduardo C.  Peixoto, Rafael José de Menezes, Boris Berenstein, Adriano Coutinho, Bruno Neves, Fany lupion, Walter Neukranz, Leonides Alves Neto, Pedro Pablo de Gusmão Bonilla, Francisco Leandro de Araújo Júnior, Fabiana Galvão, Danielle, Ana Luiza e doadores anônimos. Apoiam, ainda o Há Gosto pelo Capibaribe a FRT Tecnologia, Labor Câmbio, Alec Assessoria e Consultoria Contábil, Oxente Camisetas e Executiva Comunicação. O dinheiro arrecadado foi utilizado na aquisição de equipamentos de proteção individual para todos os pescadores participantes, compra de cestas básicas para as famílias dos mesmos, promoção de um café da manhã antes da competição e, ainda, para o pagamento de diárias para os pescadores participantes. Além das diárias, os pescadores que conseguirem recolher mais lixo receberão uma premiação simbólica: o primeiro lugar receberá 500 reais, o segundo 300 reais e o terceiro 200 reais. E viva o nosso rio e a natureza!

Leia também:
Vaquinha para limpar o Capibaribe Rio
Capibaribe ganha ação de limpeza
Capibaribe sem apoio em 25 municípios
“Quem vai salvar o rio?”
Um  Brasil de rios sujos
Capibaribe pode ganhar 100000 mil árvores
Barco recolhe 55 toneladas de lixo no Capibaribe em 2016
Rio com lixo para turista ver
Salvem nossos rios, no Recife e no interior 

Serviço:
Há Gosto pelo Capibaribe – Competição de pescadores para retirada de lixo do Rio Capibaribe
Sexta-feira, 31 de agosto de 2018
Saída dos pescadores:
7h30, no Capibar (Rua Tapacurá, 101, Monteiro, Recife/PE)
Chegada dos pescadores:  Por volta das 12h30, em rampa no rio Capibaribe, na Av. Beira Rio, próxima ao Sport Club do Recife.

Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Divulgação

Compartilhe

2 comentários

  1. Meu caminho de todos os dias para o trabalho é pela Av. Beira Rio e como sempre reparei na quantidade enorme de lixo que se depositou em meio ao mangue. Fica meu questionamento, o porquê da população daquela faixa da cidade, que demonstra se preocupar tanto com o meio ambiente, sociedade, urbanização, não tomam de exemolo os pescadores e, em vez de passear todas as manhãs com seus pugs e lulus da pomerania, não tiram um dia e realizam um mutirão para limpeza daquela margem tão suja e destruída. Em vez de apenas citar boas práticas de populações de outros países, por quê não copiamos o que há de bom e implementamos no nosso quintal?

    1. Também ando por ali, e por outros bairros nobres – Jaqueira, Poço da Panela, Graças – e a sujeira existe mesmo em todos os lugares. Um horror. Boa sugestão, Danilo.

Deixar uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *