Parem de derrubar árvores (128)

Estive no Cobogó das Artes, na última sexta-feira, onde ocorreu o evento final da primeira edição do Retábulo Cultural Osman Lins, durante o qual a obra do escritor pernambucano foi discutida entre os dias 14 e 18, em eventos que ocorreram na Universidade Católica, na Federal e também naquele empreendimento cultural, capitaneado por Adriano Portela, também um estudioso da produção literária do autor de Avalovara, Os Gestos, O Visitante, entre outros livros.

Adriano Portela até já levou Lisbela e o Prisioneiro ao palco, aqui no Recife, pelo seu Cobogó das Artes. Assisti à encenação no Teatro Apolo, e gostei. Sexta, estive no Cobogó, onde pesquisadores do Brasil e Argentina apresentavam estudos sobre Osman Lins. Afinal, é sempre bom assistir o debate de especialistas sobre a obra literária de autores que gostamos. Ainda mais quando o autor em discussão é o pai da gente. Pois não é que ao sair do Cobogó das Artes, já no finalzinho da tarde me deparei com mais uma vítima de arboricídio? Dessa vez, a motosserra insana baixou na  Rua Oiticica Lins, no bairro de Areias, Zona Oeste da Capital.

Tem jeito não. O Recife é mesmo um cemitério de árvores decepadas, guilhotinadas, vítimas de política equivocada no que diz respeito à arborização da cidade. Parecendo tamboretes, elas estão em todas as ruas, esquinas, parques, avenidas, jardins, praças. Infelizmente, essa é a realidade de nossa cidade. Onde chego, sempre me defronto com mais uma. Só aqui nos nossos registros – com foto, data e endereço – elas já somam 212. Imaginem só quantas serão, somando-se todas que foram “erradicadas” na cidade. Uma tragédia ambiental.

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Texto e foto: Letícia Lins / #OxeRecife

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