João de Barros: desconforto e assaltos

Primeiro foi a Avenida Norte, cujas obras deram muito o que falar.  A confusão foi tão grande, que os moradores exigiram que sejam ouvidos antes da execução daquele tipo de serviço. Agora é a requalificação da Avenida João de Barros, que tem virado motivo de dor de cabeça para moradores de bairros como Encruzilhada, Espinheiro, Campo Grande. Mas principalmente para os dos dois primeiros. Eles se queixam de muitos problemas, inclusive da bagaceira nas calçadas em obras, onde os pedestres precisam se arriscar, andando pelo asfalto.

Também reclamam dos engarrafamentos homéricos e, sobretudo, do desconforto na parada de ônibus localizada na Rua Alfredo Castro, onde – na hora do rush – a calçada, que é muito estreita, é insuficiente para a demanda. Cícero Fernandes mora há 20 anos no Espinheiro. Ela diz que a situação ficou muito difícil para quem vem no sentido cidade subúrbio ou precisa pegar um coletivo na antes via secundária. “A rua é estreita demais, e agora não tem espaço para a circulação de cerca de 20 linhas de ônibus”, reclama. E afirma sobre o parada de ônibus: “a calçada não possui largura, e tem gente que fica no asfalto, na hora de maior movimento”. Diz que também não há proteção na parada, e que os usuários dos coletivos ficam à mercê da chuva ou do sol.

Por esse motivo, moradores do Espinheiro estão recolhendo assinaturas, para envio de abaixo assinado à Prefeitura, pedindo providências. Ou melhor, mais cuidado com os pedestres e usuários de ônibus que, em meio às mudanças ali operadas, se dizem os mais prejudicados. Eles reclamam dos “transtornos”, depois das medidas implantadas pela Prefeitura. Sobre a Rua Alfredo de Castro, dizem no documento: “A calçada dessa rua é muito estreita, dificultando bastante o acesso, principalmente de pessoas com problemas de locomoção e idosos”. E acrescentam: “Depois das 13h, bate muito sol, mesmo estando ainda no período de inverno, piorando no verão”.

Também reclamam da insegurança da Alfredo de Castro, onde fica agora aquela que era a mais movimentada parada da Avenida João de Barros: “  A rua também é muito deserta à noite, nos finais de semana e em feriados, quando o comércio local, principalmente a concessionária Ford América, está fechado, e apagada a sua iluminação, portanto fica escuro e perigoso, tanto que já começou uma onda de assaltos na parada, ficando o usuário à mercê da sorte”. Os usuários das linhas de ônibus pedem o retorno da parada ao local anterior. Passei lá no último domingo e constatei o deserto sobre o qual falam os moradores, durante feriados e finais de semana.

Vejam, na foto que fiz no último domingo, como fica a situação da Alfredo de Castro, durante  feriados e finais de semana. Dizem moradores que assaltos aos usuários de coletivos aumentaram.

A cena na Rua Alfredo de Castro, no último domingo, mostra o motivo do temor de assaltos na parada de ônibus.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Letícia Lins e Fotos do leitor/ Cortesia

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