Passeio por três séculos de história

Hoje deixei a praia de lado, e caí na rua, para mais uma edição das Caminhadas Domingueiras, dessa vez com um passeio pela arquitetura dos séculos 16, 17 e 18, saindo do Marco Zero e terminando no Pátio de São Pedro. Percorrendo-se, portanto, bairros como o do Recife, Santo Antônio e São José, sempre com as sábias explicações de Francisco Cunha. E a caminhada foi longa.

Passamos pela Rua do Bom  Jesus, Boulevard da Rio Branco, Ponte Buarque Macedo, Praça da República, Rua Imperador Pedro II, Praça da Independência. Depois, seguimos pela Estreita do Rosário, Duque de Caxias, Pátio do Livramento. Andamos pelas ruas Direita, Travessa do Mercado, Praça Dom Vital (onde fica o Mercado de São José). Seguimos pelas ruas São José do Ribamar, Santa Rita, Coração de Maria, das Calçadas. Depois, fomos ao Largo das Cinco Pontas, Rua Vidal de Negreiros, Pátio do Terço, Rua das Águas Verdes. E acabamos nosso passeio no Pátio de São Pedro. Com muita história para contar. Foram mais de 100 caminhantes, atentos à arquitetura da cidade, à presença do passado e à história presente em cada esquina.

Andar pelo centro do Recife, aos domingos, resulta em outra forma de se ver a cidade.  Ainda porque as Caminhadas Domingueiras são para lá de didáticas. Há sobrados, igrejas, trilhos dos tempos do bonde, que a gente só percebe com as ruas vazias, longe do burburinho do meio de semana, quando as calçadas são ocupadas por camelôs e o asfalto entulhado de automóveis. Em cada esquina, alguma parada para explicação. Por isso, valeu o passeio de hoje. Nesse domingo, e no decorrer desta semana, voltarei várias vezes ao roteiro. Falarei dos quatro fortes que o Recife possuía na época dos holandeses (dos quais um sumiu), de um Recife quase todo saneado no início do século 20, e também de outras coisas que vi. O Recife é muito bonito. Mas poderia ser muito mais se a cidade fosse cuidada com amor, mais carinho dos órgãos públicos e sabedoria.

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Texto e foto: Letícia Lins / #OxeRecife

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