Muito bom “Uma casa à beira mar”

Amigos, se vocês estão a fim de um bom programa para esse final de semana, fiquem de olho no filme Uma casa à beira mar, que permanece em cartaz por mais alguns dias, nos cinemas da Fundação Joaquim Nabuco, tanto no Museu (Casa Forte) quanto no que a gente costuma chamar de Cinema da Fundaj (no Derby). Na quarta-feira, diante da pane no serviço de e-mail no meu provedor, decidi ir ao Cinema do Museu, com objetivo duplo: assistir Uma casa à beira mar e Custódia. Pelo tema do primeiro – um pai em fim de vida ao redor do qual os três filhos (foto) voltam a se encontrar – achei que fosse um filme pesado, baixo astral, com lavagem de roupa suja, daqueles que deixam o público para lá de triste. Sabia, também, que o da sessão seguinte, Custódia é um “soco no estômago”, como me disseram algumas amigas que assistiram.

Então, fui preparada para tudo. Pois Uma Casa à beira mar, do diretor Robert Guédiguian, foi para mim uma grata surpresa. Primeiro, o filme passa em uma pequena baía da Marselha, e a partir daí, já fui gostando, pois adoro praia e ele mostra belas paisagens da costa francesa. Depois, o diálogo entre três irmãos – Ângela, Joseph e Armand –  que começam ácidos, mas terminam por mostrar o sabor amargo da vida de cada um, principalmente de Ângela, atriz, que viveu um drama pessoal, como a morte de uma filha, ainda criança na praia onde passou a infância e a juventude. Joseph, meio depressivo, tem uma namorada bem mais jovem, bem interessante, mas que termina trocando-o por um vizinho gente boa, tão jovem quanto ela.

Há, ainda, Armand, o único que preferiu ficar na vila da Marselha, ao lado do pai, cuidando do restaurante da família. E também o envolvimento amoroso da atriz com um pescador da vila, bem mais jovem do que ela. De quebra, um casal de idosos que não consegue admitir a ideia que possam se separar pela morte de algum dos dois. E o drama, também, de refugiados que chegam à ilha, fugindo da guerra de seus países. É, portanto, muito drama para um filme só. Mas tudo isso tratado com saborosa leveza, durante 107 minutos que a gente nem vê passar. Um filme bem humano, muito legal.

Só sei de uma coisa: o filme foi tão bom, mas tão bom, que desisti de entrar na sessão seguinte, para assistir Custódia. Já me dera por  feliz e satisfeita, e voltei para casa. Anotem aí horários e dias da exibição de Uma casa à beira mar. Acredito que, se for, você não vai se arrepender. No Cinema do Museu ele será exibido no sábado, 21 (14h); na terça, 24 (18h15m) e na quarta, 25 (14h). No Derby, ele  passará no domingo, 22 (15h45); na terça, 24 (14h) ; e ainda na quarta, 25( 20h). Portanto, opção há muitas de assistir um bom filme. No meio e no final da semana. Vamos lá?

Leia também:
Uol sem e-mail há 24 horas. Pode?
Esplendor e o cinema para cegos
Cinemas “dominados” e poucas opções
Barraco no Moviemax Rosa e Silva

Texto: Letícia Lins / #OxeRecife Foto: Divulgação

Compartilhe

Deixar uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.