Só dá mulher em Lisbela e o Prisioneiro

Sessenta anos depois da publicação de Lisbela e o Prisioneiro e quatro décadas após a morte do seu autor (Osman Lins, pai desta que vos fala), a peça volta a ser apresentada no Teatro Apolo, nessa sexta-feira, 20 de julho, às 19h.  A iniciativa é do Cobogó das Artes, e a direção de Adriano Portela, que apesar de manter o formato original, teve a preocupação de adaptar o texto para a contemporaneidade, abordando inclusive questões como o feminismo e o preconceito.

“Para se ter uma ideia, as mulheres são quem mandam em cena. Quase todas as personagens são mulheres”, diz. E explica a participação feminina:”Por exemplo, em vez do delegado é uma delegada, e no lugar de um carcereiro temos uma carcereira. E tem até mulher desempenhando papel de homem. Independente da personagem, elas dominam o palco”, pontua Portela, que também é cineasta, e está concluindo seu filme Recife Assombrado.

Dou o maior ponto a essa meninada. Vejam só: o Cobogó das Artes é um projeto social do cineasta Adriano Portela. À frente da Portela Produções e em finalização com o seu primeiro longa-metragem, ele resolveu ocupar a casa que foi dos seus avós e transformá-la num ponto de cultura na periferia do Recife.  A Cobogó oferece oficinas gratuitas das mais diversas modalidades artísticas. E também os cursos mais duradouros com preço bem abaixo do mercado.

“O curso de teatro, por exemplo, cobramos uma mensalidade simbólica, porque além da manutenção do espaço a verba é toda investida na produção do espetáculo, desde a pauta do teatro a figurino, plano de luz, entre outras despesas, é uma forma de incluir a comunidade no meio artístico”, acrescenta o jovem produtor cultural. Lisbela e o Prisioneiro tem o apoio da RC Mídia, por meio do seu diretor, o senhor Carlos Carneiro. O empresário assistiu ao espetáculo e no mesmo dia tomou a decisão de investir. “Uma peça como esta não pode ter apenas duas apresentações, é preciso que o público tenha acesso à cultura, a uma produção de qualidade. Essa reapresentação é só o início de uma caminhada”, pontua Carneiro.

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Serviço:
O quê: Lisbela e o Prisioneiro
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)
Dia: sexta, 20 de julho
Horário: 19h
Ingressos: R$ 15 e R$ 30

Texto: Letícia Lins/ #OxeRecife
Foto: Kaká Morais/ Divulgação

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