Parem de derrubar árvores (123)

Em uma de minhas caminhadas, voltei a me deparar, esta semana, com mais uma vítima de arboricídio, dessa vez na Rua Silvino Lopes, à altura do Edifício Baronesa da Praça, número 125, daquela via, que fica no bairro de Casa Forte, Zona Norte do Recife.  Não costumo passar por essa artéria, nem mesmo caminhando. Mas basta desviar um pouco do meu roteiro habitual, para me deparar com mais uma vítima do arboricídio, que maltrata nossas ruas, praças e jardins.

Ao que parece, a árvore não terá chance de recuperação. Foi realmente guilhotinada. Virou um tamborete. E, como sempre ocorre, o cadáver insepulto vem se somar ao cemitério cada vez maior de árvores decepadas nas ruas do Recife. Muitas não voltam a brotar, e que terminam por morrer.  Outros  troncos decepados voltam a exibir folhagens, mas aí, são arrancados.

Desde 2017, que o #OxeRecife vem fazendo o registro dessas ocorrências – com foto, data e endereço – e o número não cessa de crescer. Os casos pipocam nos quatro cantos do Recife. Lembrem-se que nos três primeiros anos da atual gestão, 5 mil árvores já haviam sido eliminadas, erradicadas (para usar o jargão oficial) das ruas do Recife. Desde então, os números da degola oficial não foram mais fornecidos pelo órgão responsável pela manutenção das árvores da cidade, no caso a Emlurb. Eles não foram revelados nem mesmo em audiência pública sobre o assunto, realizada na Câmara Municipal. Ou seja, uma verdadeira caixa preta. Já solicitei esses dados, mas resposta que é bom…. Nada.

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Texto e foto: Letícia Lins/ #OxeRecife

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