Faça esse gol: beba na lata, ajude a Mata

Beba na lata e ajude a mata. Melhor dizendo, a Mata Atlântica. É o seguinte: Até o final da Copa do Mundo, quem comprar latinha de bebida em qualquer supermercado do Brasil, pode participar da Campanha Quem torce pelo mundo bebe na latinha, ao final da qual será reflorestada uma área equivalente a dez campos de futebol daquele bioma, tido como um dos mais ricos e também mais ameaçados do mundo.  A natureza agradece.

Pena que a área a ser reflorestada fica em Minas Gerais, pois Pernambuco –  tão castigado, quando o assunto é verde – bem que merecia ganhar os frutos dessa  criativa ação promocional, lançada pelo Vá de Lata, movimento que tenta conscientizar a população sobre sustentabilidade e a importância de reaproveitamento das latas de alumínio, cuja taxa de reciclagem chega a 69 por cento no Planeta. No Brasil, o percentual é bem mais alto.

Se você utiliza as latinhas ao invés de outros tipos de vasilhames, veja como concorrer. Até as 23h59m do próximo dia 15 de julho – data do final do campeonato mundial – ao comprar no mínimo duas latas, você se inscreve no vadelatapelomundo.com.br. Ali faz o cadastro da nota fiscal comprovando a compra. Aí, para cada duas dessas latinhas, o cidadão terá uma árvore plantada, com o seu nome assinalado no canteiro. Além de converter o cadastro no site em uma muda para a Mata Atlântica, o número automaticamente dá direito ao sorteio de  cervejeiras (mini geladeiras). Serão sorteadas 20 no Brasil.

Os bares parceiros da promoção podem ser conferidos no site, onde o regulamento pode ser acessado e o anúncio do vencedor será feito. De acordo com a Resource Recycling Sistems, o percentual de latas recicladas chega a 98 por cento no Brasil, o que torna o país líder no ranking mundial de reciclagem de latas de alumínio. No mundo, as latinhas também lideram, quando o assunto é reciclagem, 69 por cento. Isso contra 43 por cento das  famigeradas embalagens do tipo PET e contra 46 por cento dos vasilhames de vidro. As PETs se transformaram em vilões de oceanos  e da terra, enquanto as de vidro levam até até um milênio sem se degradar. Gostei muito dessa campanha, mas acho que ela devia extrapolar o evento mundial de futebol e se estender a outras áreas de Mata Atlântica no País, como é o caso de Pernambuco, onde ela está muito degradada.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Divulgação

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