A festa e o brilho das quadrilhas

Teve um tempo que quadrilha era só alavantu, anarriê, ballancê, galope, choveu, trovejou. As roupas das meninas eram de chita com estampas de flores, bandeirinhas, balões. Elas usavam tranças naturais ou postiças, para compor o visual de garota do roçado. Os meninos usavam calças de brim, camisas de xadrez,  um cachimbo vagabundo comprado na feira ou um cigarro de palha apagado. E estava feita a festa.

Mas tinha, também, o marcador da quadrilha, o padre, o noivo, a noiva e o delegado. Hoje, pelo menos aquelas quadrilhas que participam de concursos, fazem tudo diferente. Como em escola de samba, elas possuem enredo, usam roupas luxuosas e executam coreografias, que lembram um balé moderno. Agora cada grupo tem seu estilista e também o coreógrafo. Quem quiser conferir,  é só ver o concurso de quadrilhas no Sítio Trindade, onde fica o mais tradicional arraial do Recife. Tem brilhos, plumas, adereços de cabeça sofisticados.

Mudanças à  parte, esses grupos desempenham grande importância em altos e bairros populares do Recife. Muitas vezes, contribuem para resgate social de jovens em situação de vulnerabilidade. Também aumentam a autoestima dos moradores de de bairros de municípios da Região Metropolita, pois viram motivo de orgulho em suas respectivas comunidades. E as melhores prolongam a festa de São João, estendendo os seus shows a palcos de teatros tradicionais do Recife, após o período junino.

Veja na galeria de fotos abaixo, algumas imagens de quadrilhas que estiveram ou estão pelos arraiais:

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Texto: Letícia Lins/ #OxeRecife
Fotos: Divulgação/ Arquivo/ PCR

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