Não jogue na rua, chame o 156

Você  provavelmente já viu essa cena. Está caminhando pelas ruas e vê um carro parado, com uma pessoa sem noção atirando sofás, televisores quebrados, gabinete de computador em rios, terrenos baldios,  ou mesmo em canais ou lagoas, como é são os casos do Canal do Arruda e o do Açude de Apipucos. Ou mesmo do Rio Capibaribe.

Eu, que ando todos os dias, vejo sempre metralhas, móveis velhos, restos de construção atirados no meio dos manguezais.  Dia desses, encontrei uma Kombi descartando um sofá naquele que é um dos cartões postais onde resido. Reclamei, e ainda ouvi desaforo. O sofá, aliás, é a peça doméstica que vejo mais rolando pelas calçadas do Recife.

É preciso acabar com essa mania de jogar todas as tralhas em rios, ruas, avenidas. Abaixo todos os porcos urbanos.

Não é raro encontrar descartes daquele móvel tanto em bairros populares quanto sofisticados do Recife. Agora não é mais preciso fazer esse tipo de ação suja que só contribui para tornar nossa cidade mais feia e com jeito de pouco, aliás, pouquíssimo civilizada. Não vamos ser assim, tão porcos urbanos. Você pode levar o seu objeto a uma das estações espalhadas pela Prefeitura no Recife, ou agendar o dia da coleta.

Veja só o que diz aquele cartaz verde, ali em cima, que foi colocado no Largo do Holandês, pedaço do bairro de Casa Forte revitalizado por iniciativa dos próprios moradores, na semana passada. Ou seja, cadeiras, berços, camas, colchões, TVs usadas, tudo isso pode ser recolhido. Basta ligar 156. E aí, você agenda o recolhimento e contribui para deixar mais limpas as ruas do Recife.  Também pode levar seu móvel velho a uma das ecoestações do município, onde você pode deixar suas tralhas à razão de um metro quadrado por pessoa (equivalente a dez sacos de cem litros). Há unidades espalhadas pela cidade, como ocorre nos bairros do Ibura, Imbiribeira, Campo Grande, Totó, Torrões e Torre. Os endereços podem ser obtidos no site da Emlurb. Só um aviso: nesses locais não podem ser feitos descartes hospitalares, industriais ou eletrônicos.

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Texto e foto: Letícia Lins / #OxeRecife

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