Aliança: Proteção para Mata Atlântica

Ao longo de cinco séculos de história, o Brasil devastou 93 por cento de sua Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos em biodiversidade do mundo. Suas áreas remanescentes se espalham, hoje, por cerca de 3 mil cidades localizadas em 17 estados. Para evitar que ela desapareça de vez, há legislação federal (Lei nº 11.428/2006) que determina que cada Prefeitura elabore o seu Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica. Em Pernambuco, apenas seis municípios já fizeram esse dever de casa. O sétimo é Aliança, que amanhã lança o seu, em cerimônia a ser realizada pela manhã, no auditório da Unidade Educacional do Município (Uepa).

Localizada na Mata Norte – a 87 quilômetros do Recife – e tendo a monocultura da cana de açúcar como uma das bases de sua economia, Aliança tem mais é que cuidar do bioma antes que desapareça esse patrimônio verde.  A Mata Atlântica abrange 4,99 por cento do território do município, restando 1.350  hectares de áreas remanescentes. O evento integra a Semana do Meio Ambiente em Pernambuco, e conta com suporte da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e da Agência Estadual de Meio Ambiente (Cprh). Com o  documento, a Prefeitura ganha um documento norteador das ações a serem desenvolvidas em Aliança, para proteger a Mata..

“É a partir desse Plano que o governo municipal e a sociedade podem implementar ações concretas de curto, médio e longo prazos, tendo como prioridade a recuperação das áreas degradadas e das áreas de preservação permanente (APPs), localizadas ao longo dos rios, em especial uma área de 6.652,58 hectares da bacia hidrográfica do Rio Siriji”, diz  Paulo Teixeira, Gerente de Desenvolvimento Sustententável da Semas. A Bacia é a principal da área onde fica Aliança.

Entre as áreas indicadas para conservação e recuperação de vegetação nativa encontram-se a Mata do Pico do Jito, (413 hectares), as do Assentamento Maré e Oiteiro Alto, respectivamente (com 2.030,98 e 2.084,06) e ainda a região do Engenho Terra Nova e do Assentamemnto Ajudante (12.093,76 hectares). O Recife, infelizmente, ainda não apresentou sem Plano Municipal, enquanto nas áreas urbanas – ruas, jardins, praças – o que se vê é a ação da motosserra insana que transforma nossa cidade na capital nacional do arboricídio. Além de Aliança, já possuem seus planos: Bonito, Timbaúba, Carpina, Vicência, Paudalho e Glória de Goitá.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Divulgação

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