.

Cadê as pedras portuguesas?

Estão um desastre, as calçadas de pedras portuguesas, no Recife. Aliás, de pedras nada portuguesas, porque lá em Portugal, elas são bem arrumadinhas, niveladas, polidas, e não oferecem risco de queda, para quem nelas caminha. Já falei no assunto aqui antes, mas não custa nada reforçar a indignação de cidadã que paga impostos, Iptu, inclusive.

No último domingo, andei do Parque Parque da Jaqueira ao Marco Zero, no bairro do Recife.  Depois, fiz o caminho da volta, com o Grupo MeninXs na Rua, que costuma andar a pé, pelas vias da nossa querida cidade. A situação realmente é muito ruim para o pedestre, que precisa das calçadas no Recife. No nosso caso, ou a gente olha os buracos ou contempla a cidade. Não há como fazer as duas coisas ao mesmo tempo.

Calçadas de pedras portuguesas em situação deplorável no Recife e nada têm a ver com as calçadas de Lisboa.

Como se não bastassem calçadas cheias de buracos e bueiros destampados ao longo do caminho – de doze quilômetros  (entre ida e volta) – nos defrontamos com cenas deploráveis no Centro, principalmente no bairro da Boa Vista, nas proximidades da Faculdade de Direito e do Parque Treze de Maio. Vergonha mesmo.

São calçadas extremamente perigosas. Pedras soltas, depressões, buracos, sempre implicam em risco de quedas. Uma amiga minha sofreu um acidente bizarro, por conta de uma “pedra portuguesa” solta, em uma calçada, na praia de Boa Viagem. A tira da sandália enganchou, e ela torceu a rótula. Passou um mês sem botar o pé no chão. Uma outra tropeçou em pedra solta, na Praça de Casa Forte, e machucou o rosto. Sinceramente…. Oxe, Recife.

Leia também:
Pedras portuguesas sem certeza
Pedras nada portuguesas
Acidente em calçada requer até Samu
Todo cuidado ao pisar nessa calçada

Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

Compartilhe

Deixar uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *