Não é que deu praia hoje…

Sábado chuvoso, dia feio, e quem gosta de praia – como é o meu caso – acorda com um dilema: ir ou não ir? Até porque hoje tinha uma caminhada com o Grupo MeninXs na Rua, que não suspende os compromissos nem mesmo com a chuva. E hoje o percurso era longo: Ilha do Retiro, Lagoa do Araçá, Boa Viagem.

No entanto, sábado é, também, dia de feira de  produtos orgânicos na Praça de Casa Forte. E como acordei um pouco tarde, terminei perdendo a hora do encontro, que seria lá na frente do Sport. Mas como chuviscava, nem me atrevi a telefonar para o pessoal, para me entrosar com o grupo e seguir a caminhada.

Apesar do tempo esquisito, a praia estava ótima, inclusive para andar. O único incômodo era a poluição sonora.

Temia uma chuva forte, e ficar com o sapato tênis empapado, coisa que acho bem desagradável. Consultei a tábua das marés, vi que o mar estava seco e corri para a praia. Pensei: “Vou andar descalça, sem risco do desconforto de ficar molhada na chuva”. Porque, na praia, quando chove, a gente entra no mar, na água sempre quentinha, e se protege da chuva.

Mas nem precisou. Andei sete quilômetros, não chuviscou, nem o sol ficou daquele jeito que arde na pele. Ao contrário, caminhei com conforto, tomei banho de mar, bebi minha água de coco, encontrei amigos, me diverti. Não é que deu praia? A única coisa que não prestou foi o carro de CD pirata, com volume absurdo, como sempre. Só mudou o repertório. Antes era brega pornô. Agora, o mesmo vendedor taca o volume com a “serpente do pecado”, “a tentação de Satanás” e por aí vai. Peguei minhas coisas e vim embora. Enfim, a praia já deu. Xô Satanás.

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Texto e foto:  Letícia Lins

 

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