Como cuidar dos animais silvestres

O #OxeRecife está sempre atento ao que acontece com a natureza em Pernambuco. A derrubada de nossas árvores no Recife, a devastação das florestas, o tráfico de animais silvestres. Mas  está, atento, também a bons exemplos. Pessoas que lutam para salvar bichos e plantas. Que tanto podem ser de iniciativa particular, quanto de órgãos públicos. Nessa área, uma instituição que tem chamado a atenção é o Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco, que tem equipe cuidadosa e dedicada, que atua na reabilitação de animais vítimas do tráfico, de acidentes ou mesmo da maldade humana.

Em 2018, o Cetas Tangara – como o Centro é mais conhecido – acolheu 9.153 animais, e providenciou a reintrodução de 5.454 à natureza. Em 2018, os números  já são expressivos, nos quatro primeiros meses: 2.173 acolhidos, e 1.277 liberados. Neste final de semana, a experiência do Cetas foi levada ao 1º Encontro Técnico Nacional de Centros de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (ENACS). A reunião começou na sexta e se encerra neste domingo (15), no Parque Anhanguera, em São Paulo.  O encontro reúne pesquisadores, biólogos, veterinários e outros profissionais de todo o país que trabalham com conservação, reabilitação e/ou soltura de animais silvestres, e também com animais silvestres em cativeiro (zoológicos e criadouros conservacionistas).

Dois assuntos foram levados para o encontro,  lastreados pela experiência local. O  bióloho Yuri Valença, gestor do Cetas,  fez palestra sobre Reabilitação e Soltura de Amazona aestiva em Pernambuco,  abordando o projeto Papagaio da Caatinga, que já reabilitou mais de 400 papagaios (Amazona aestiva) no Estado, com importantes parcerias no Sertão. E  e promoveu a soltura de 238. Papagaios estão entre os animais mais visados pelo tráfico. No domingo, ele participa de mesa redonda, sobre os Desafios para a Soltura e Conservação de Animais Silvestres no Brasil. No caso, abordando o trabalho realizado em Pernambuco pela Agência Estadual do Meio Ambiente (Cprh), à qual o Cetas pertence, sendo o órgão que responde hoje oficialmente por esse tipo de trabalho em Pernambuco.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Divulgação/ Cprh

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