Ave é animal mais visado pelo tráfico

Vejam que notícia boa. Nos últimos dias, o Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco (Cetas Tangara) acolheu quase 200 aves, que seriam vítimas de tráfico. Agora, voltarão à natureza. Os  pássaros estão entre os animais mais disputados no comércio ilegal de seres vivos. E são a grande maioria das apreensões do gênero realizadas em Pernambuco. Só em 2017, foram recolhidas 7.886 aves, o que representa  86 por cento do total registrado de animais em situação irregular  naquele ano pela Agência Estadual do Meio Ambiente (Cprh).

Na última quarta-feira, o Cetas recebeu 158 aves de diversas espécies que foram repatriadas pelo Governo do Estado de São Paulo.  Elas são oriundas do Nordeste, principalmente do Bioma Caatinga, e foram resgatadas em ações de combate ao tráfico no Sudeste. Vieram – como prevê a lei – em voo doméstico (Guarulhos/Recife), após período de tratamento/reabilitação na capital paulista.  Agora estão sendo preparadas para o devido retorno à natureza, na terra de onde nunca deveriam ter saído.

Os animais, patrimônios do semi-árido nordestino, que estavam em mãos de quem não devia são: 72 galos-de-campina, 29 papa-capins (foto), 25 patativas, 12 concrizes, 12 azulões, 6 cravinas, um canção e uma rolinha-cascavel (também chamada de rolinha fogo-apagou).  Apesar do estresse provocado pela viagem, chegaram em boas condições, passaram por observações veterinárias e já estão sendo preparados para voltarem ao Sertão. Na segunda, o Cetas recebeu mais 30 pássaros, de um lote de 45 animais apreendidos em feiras da Região Metropolitana. Dos 45 bichos, nada menos de 66 por cento são pássaros.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Divulgação/ Cprh

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