Viva o Pilates em nossas vidas

Tem gente que é assim: quando tem 20 anos, não está nem aí para as academias de ginástica. O corpo está todo arrumadinho, “com tudo em cima”, como diz a gíria. E a pessoa  pensa que não precisa de ajuda. Aos 30, não dispensa as máquinas para ganhar massa muscular. Aos 40, permanece nas aulas de musculação, para não perder o que ganhou, e manter pernas e corpo torneados. Aos 50, caminha, faz hidroginástica ou vai nadar, e começa a optar pelo Pilates. Aos 60, percebe que o Pilates é indispensável porque o mais importante, a partir daí, é preservar os movimentos e a flexibilidade. O que acontece, no entanto, é que, a cada dia, o Pilates é procurado por pessoas de todas as idades. Que o diga Paula Hirakawa (foto), cujos alunos têm de 20 a 90, inclusive atletas, bailarinos, maratonistas, ciclistas e triatletas (aquela competição em que a  pessoa corre, nada e anda de bike).

Professora dedicadíssima  e cuidadosa da qual sou aluna há mais de uma década, em seu estúdio  (na Praça de Casa Forte),  penso que devo a ela grande parte da flexibilidade que preservo, ao longo dos meus 67. Ao final de cada aula, faço até um “teste” para ver se a flexibilidade está ok. Se não estiver, a gente faz uma sequência de movimentos, até recuperar o que posso ter perdido por alguns dias de preguiça. Esse mês, Paulinha  está participando do Marchmatness, um movimento mundial idealizado e criado pelo alemão Benjamin Degenhardth,  residente nos Estados Unidos. Através dele, professores e praticantes de Pilates de todo o mundo fazem postagens diárias durante o mês de março, nas redes sociais. As postagens têm que ser, necessariamente, de acordo com a sequência clássica dos 34 exercícios criados por Joseph Pilates, idealizador desse método de condicionamento físico.

Nós, que somos alunos de Paula, estamos na rede, participando desse desafio. E ela, também, claro. Por dia, professores e praticantes postam com a #Marchmatness2018. Nessa sexta, dia 9, o movimento postado foi o #Rockerwithopenlegs, relativo ao exercício Rocker with open legs. Paula é professora de Pilates desde 2005, inicialmente com formação contemporânea. Mas a partir de 2016,  após fazer  formação clássica, procura se aproximar o máximo possível do método original em suas aulas.  E também normalmente exige dos seus alunos comportamentos de movimentos mais naturais, não só no estúdio. Vejo-a recomendando sempre que as pessoas caminhem, que evitem  usar sapatos em casa (sim, andar descalço é muito saudável), que aprendam a respirar bem, que mantenham variabilidade de posturas. “O Pilates não pode ficar restrito ao estúdio, pois tem que funcionar como um aprendizado para o dia a dia das pessoas, para que ganhem maior liberdade de movimentos”, diz. Caso você queira conferir os movimentos clássicos do Pilates, é só utilizar acessar #Marchmatness2018.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Alexandre Albuquerque / Cortesia

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