Na praia: “Não é espuma, é gelo”

O mar não estava para peixe, hoje, na Praia de Boa Viagem, que considero uma das melhores praias urbanas do Brasil. Apesar dos tubarões. E também dos sites internacionais que a colocam entre as “mais perigosas do mundo”. Com certeza, esses sites que fazem esse tipo de indicação não foram na praia do Futuro (no Ceará), aquela sim, uma praia que dá até medo botar o  pé na água, de tão violento que o mar de é.

Ou nunca foram na do Cupe, em Ipojuca, aqui mesmo em Pernambuco,  onde – em algumas áreas – dá temor até passar por perto. Boa Viagem, na nossa Zona Sul, não é assim tão perigosa. É só ter cuidado: não ficar em área de mar aberto, evitar surfar, não mergulhar após os arrecifes (onde tem o canal por onde passeiam os tubarões) e evitar ficar perto de canais ou entrar no mar em dia de correnteza forte. Hoje até que dava para tomar um banho, nadar um pouco, mas o tempo não estava convidativo. A água podia estar um pouco fria, mas não ao ponto de nos afugentar, banhistas que somos, viciados no mar.

Mesmo nublada, a praia de Boa Viagem é convidativa para um banho, porque a água não fica tão gelada como no Báltico.

Mas nem de longe, o mar mesmo “frio” de Boa Viagem, se compara ao mar da Seebad Bansin, na Alemanha, de onde minha amiga Ângela Lacerda envia uma foto das areias banhadas pelas ondas do Mar Báltico. Aqui em Boa Viagem, mesmo em dias sem sol, o mergulhinho revigorante é possível, e vale a pena, pois gelada, de fato, a água nunca está.

Ao contrário, com um pouco de chuva, é mais confortável ficar no mar do que permanecer na areia, porque dá a impressão de que fica mais quentinho na água do que do lado de fora.  É nele que a gente se abriga, quando o sol desaparece, e de onde fica vendo os guarda-sóis voarem, tangidos pela ventania. Quá, quá, quá… Mas vejam só o que minha amiga em viagem pela Alemanha,  me explica, escrevendo sob a foto que envia pelo WhatsApp : “Lé, não é espuma, é gelo”. Uiiiiiiiiiiiiiiii. É por uma dessas e outras que prefiro, mil vezes, o nosso “país tropical, abençoado por Deus”, como lembra nosso Jorge Benjor. O Brasil tem mazelas? Tem, e muitas. Mas “é bonito (e caloroso) por natureza”.

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Texto:  Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Letícia Lins e Ângela Lacerda (cortesia)

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