Parem de derrubar árvores (99)

Hoje, na minha corriqueira caminhada matinal, encontrei um monte de tocos pela frente. Tocos que eram árvores frondosas ou palmeiras, mas que foram guilhotinadas e se transformam em novas vítimas do arboricídio. Os restos mortais não foram retirados e, portanto, não foi feita reposição no mesmo lugar. Nem perto deles.

Encontrei mais dois “tamboretes” na Praça Barão de Caiara, bem pertinho do Walmart Casa Forte (ex Hiper Bompreço).  A Praça fica no bairro de Santana, Zona Norte do Recife.  A julgar por uma placa colocada no local, a Praça é adotada pelo Colégio Eximus. Mas além dos dois defuntos, o aspecto geral da Barão de Caiara é de total abandono.

Os tocos estão cada dia mais comuns no Recife, onde as marcas do arboricídio aparecem em cada esquina da cidade.

A grama foi substituída pelo matagal e na manhã de hoje o que tinha lá era muito lixo, mas muito mesmo acumulado. Tem certo tipo de adoção que não se entende o objetivo. Pelo sistema, os “pais” adotivos ficam encarregados de cuidar das praças, através de um termo de compromisso assinado com a Emlurb.  Em troca, a empresa tem autorização para divulgar sua marca. Nem sempre, no entanto, os “órfãos” recebem os cuidados devidos dos pais adotivos.

É o caso da Barão de Caiara.  As árvores assassinadas (sem reposição), o mato no lugar da grama e o acúmulo de lixo depõem não só contra o poder público mas também contra a empresa que adotou. Quanto ao arboricídio, estamos chegando ao post número 100, e depois do carnaval vamos nos reunir, para discutir sugestões enviadas pelos leitores para compensar o estrago que o Recife enfrenta, quando o assunto é arborização.

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Texto e fotos: Letícia Lins/ #OxeRecife

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