“Atendimento robótico não satisfaz”

Dia desses tive um problema com meu modem da Vivo, que queimou antes mesmo de encerrado o prazo de garantia, que venceria em dezembro. Em setembro, pifou geral. Perdi as contas do tempo que passei tentando saber a quem direcionar o equipamento para conserto, no caso a ZTE. Quando ligava para a ZTE, a voz eletrônica mandava ligar para um número da Vivo, que simplesmente nada resolvia. Um suplício. Entre as inúmeras vezes que telefonei,  só havia atendimento eletrônico, aquela voz metálica que não resolve nada. É por essa e outras que tiro o chapéu para três garotos que fundaram uma empresa do mundo virtual, mas cuja relação com o cliente via telefone é pessoal. Ou seja, p-e-r-s-o-n-a-l-i-z-a-d-a. Tem gente do outro lado da linha para atender ao consumidor, e não uma máquina. E isso é ou não é uma coisa rara hoje em dia?  No meu primeiro problema técnico, fiquei impressionada com o “atendimento vip”. Virei fã.

E fiquei muito curiosa sobre as pessoas que fazem a empresa que hospeda o #OxeRecife. Fui atrás, para descobrir. Encontrei três jovens empreendedores, com oferta de serviço muito diferenciado. Quem são?  Leonardo Eliodoro (32), Romero Ayub (33) e Felipe Rangel (32).  Eliodoro é formado em Administração de Empresas, com Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação. Romero é formado em Rede de Computadores e tem Pós-Graduação em Segurança da Informação. E Felipe fez Ciência da Computação. Eles são proprietários da ServHost Cloud Solutions, que hospeda o #OxeRecife e 20 mil outros domínios, com carteira de mais de 5 mil clientes em todo o Brasil. A ServHost tem oito colaboradores, e mantém parceiros que atendem em São Paulo. Mesmo enxuta, consegue realizar a “mágica” do atendimento pessoal, aquele através do qual você se sente gente, pessoa, e não uma peça do outro lado do computador.

”Sempre tivemos a pretensão de humanizar, facilitar e agilizar cada vez mais o nosso atendimento”, dizem. E acrescentam: “Entendemos que a espera e o atendimento ‘robótico’ não satisfazem nenhum tipo de cliente”. Estão corretos. Nós, que ficamos do outro lado da linha, sabemos o quanto sofremos, quando temos problemas específicos que as máquinas não conseguem resolver. Como o do meu modem. “Nosso foco na ServHost é estar sempre perto dos clientes e solucionar as questões com eficácia, pois apesar de se tratar de uma empresa de tecnologia, acreditamos que nada substitui o contato direto com as pessoas”, explicam. E ratificam: “Para nós, isso é fundamental”. Os três se conheceram ainda nos tempos de colégio, quando decidiram fundar a empresa, o que fizeram em 2003. Eram quase meninos, e enfrentavam desconfiança com contadores e alguns bancos, que não acreditavam na seriedade precoce dos garotos.

“Sentimos que existia alguma desconfiança por sermos tão jovens e muitos não entendiam, também, o nosso tipo de negócio”, àquela época não tão comum quanto hoje. “Somos uma empresa de soluções na nuvem”, poderia parecer uma frase estranha ou “voadora”, para muito gerente de banco. A empresa presta diversos serviços: Hospedagem de Sites, Servidores Dedicados, Cloud servers, E-mail Marketing, VPS  e E-commerce. Não é à toa, que, em 2018, os três se preparam para expandir o negócio, abrindo filial em São Paulo, embora a base operacional permaneça no Recife. Mesmo com a empresa em expansão, querem ficar longe da robotização do atendimento. Ou seja, ele vai permanecer pessoal. “Entendemos que a nossa empresa tem que fazer diferente. Temos que nos destacar, não faz sentido ser igual ao que existe no mercado. Caso contrário, seremos mais uma empresa no mercado e não seríamos lembrados pelos nossos clientes, como fomos lembrados por você”. São, ou não são umas figuras? Leonardo Eliodoro, Romero Ayub e Felipe Rangel, são quem,  são gente.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Divulgação/ ServHost

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