A saga das refugiadas iraquianas

Meninas corajosas, as iraquianas Magida Daewiah (20) e Ida Aman Leji (24). Juntamente com o menino Lavan Dawud (quatro) elas fugiram do Curdistão, no Oriente Médio, em busca de paz em um outro país. Utilizavam passaporte frio, o que seria crime de falsidade ideológica. Com o documento, pretendiam chegar na Europa, fugindo da guerra civil. Foram flagradas no Aeroporto do Recife e levadas para a Polícia Federal.

A questão, no entanto, não é mais o passaporte falso, mas sim a face humanitária, já que são refugiadas. Foram acolhidas em Pernambuco. Ambas estiveram Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, no Recife, para solicitar Carteira de Trabalho e Previdência Social (Ctps). As moças querem morar no Brasil, e sonham com um emprego. Ambas estão residindo na Região Metropolitana do Recife. A dupla foi interceptada com passaportes falsos no Aeroporto Internacional dos Guararapes, na madrugada de 30 de dezembro do ano passado. O caso imediatamente passou a ser tratado pelo Governo de Pernambuco como causa humanitária.

“Qualquer refugiado que chegar aqui no Estado terá toda a assistência da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos. Essa é uma determinação do governador Paulo Câmara, que tem acompanhado diretamente essa questão. O Brasil é um País aberto às comunidades internacionais e Pernambuco tem o mesmo entendimento”, diz secretário de Justiça e Direitos Humanos do Estado, Pedro Eurico, que acompanhou as moças, na obtenção de documentos.

As duas e o menino já estão com passaportes oficiais, e ambas já possuem até CPF no Brasil. Agora, o próximo passo para as meninas será aprender a língua portuguesa, conseguir emprego e se estabilizar no Recife. Magida, Ida e Lavan permanecem abrigados na Comunidade Obra de Maria, em São Lourenço da Mata, até que consigam se manter financeiramente no Estado. Pela luta pelo direito à paz, as meninas viraram quem, aqui no #OxeRecife

Texto: Letícia Lins / #OxeRecife 
Foto: Divulgação

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