Parem de derrubar árvores (96)

Hoje vi mais uma vítima do arboricídio que assola o Recife. Foi na pista local da Avenida Agamenon Magalhães, no sentido Olinda-Recife, bem pertinho da Avenida João de Barros. A árvore foi “erradicada”, o toco está lá, mas reposição que é bom… nada. Alguém sabe dizer quando vai parar a ação da motosserra insana? Tenho visitado outras cidades (no Nordeste e até no exterior) e em nenhuma delas vejo tantos tocos no meio das ruas, quanto no nosso querido Recife.

A minha indignação é compartilhada pelos leitores, pois quase diariamente chegam na caixa postal e pelas redes sociais reclamações de moradores do Recife. “E o Recife cada vez ferve mais”, reclama Marta Melo, sobre as ilhas de calor da cidade. “E agora, quando o Secretário ou a Prefeitura vão repor uma nova árvore? ”, indaga Leonardo Dantas Silva, a cada planta eliminada. “Inadmissível, uma cidade (quente) feito o Recife, e a prefeitura cortando árvores”, reclama Rose Mary Moore.

E conclama: “Na moral, a gente poderia se mobilizar para plantar três árvores para cada uma morta”. Lúcia Lima recomenda que se denuncie “ao Ministério Público e ao Ibama”, a destruição das árvores do Recife. Já outra leitora do #OxeRecife, Valéria Ohashi, relata o exemplo do Japão, onde praças, parques e jardins têm atenção muito especial, evitando-se que as árvores morram à míngua. “No Japão, preparam as árvores para aguentar o inverno rigoroso. Especialistas em cada espécie (grifo nosso) fazem de tudo para preservá-las”. E aqui, será que temos “especialistas” suficientes nas ruas? Estive recentemente em Bogotá e, pasmem, não vi um só toco nas ruas da capital da Colômbia. Em outras capitais pelo mundo, jamais assisti a uma bagaceira vegetal tão grande, quanto a observada no Recife.

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Texto e foto: Letícia Lins/ #OxeRecife

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