Para “tocar o coração” das pessoas

Uma figura, esse Fábio Caio. Ele já é conhecido pela sua dedicação ao Mão Molenga Teatro de Bonecos, grupo que surgiu em 1986, e que acumula, hoje, um saldo de 15 peças encenadas, 300 bonecos confeccionados e 600 figurinos de época. Com participação em eventos nacionais – como o Sesi Bonecos do Mundo – o Mão Molenga tem, também, incursões em vídeo, inclusive com a série Brasil 500 anos.

No ano passado, o Sesc Santo Amaro até abrigou aqui no Recife uma exposição (linda por sinal) sobre o trabalho do grupo. Pois Fábio pode ser visto, aos sábados pela manhã, na Feira de Produtos Orgânicos de Casa Forte. E não é só porque vai fazer compras. Ele agora deu para aparecer com um boneco. E nessa brincadeira, chama a atenção das pessoas que ali acorrem. Que também se divertem, claro.

Afinal, quem fica indiferente a um boneco bem manipulado? Ninguém. Quando assisti, no Recife,  à peça Angu de Sangue , com o Coletivo Angu, ele manipulou um boneco que representava um menino de rua. Foi a parte mais comovente da peça, pois o boneco ganhou uma alma triste pelas mãos de Fábio. No final, todo mundo comentava a cena. Sobre a Feira, ele diz: “Existe uma idéia antiga de ocupar esse espaço da feira. É um lugar que eu amo, encontro amigos e logo vem o desejo de me expressar. Daí o boneco. Criar uma atmosfera extra cotidiana nesse espaço”, disse ao #OxeRecife.
“O boneco surgiu como elemento de interferência criativa”.

E acrescenta: “A minha ideia é experimentar técnicas e materiais diferentes,  e  ir construindo junto às pessoas que frequentam esse espaço”. Depois, informa:  “O mais importante é o cuidar. As pessoas que frequentam a feira orgânica têm um compromisso com a saúde, que passa necessariamente pela comida que comemos, mas vai além. É desse além que agora quero me ocupar. Já fiz muito nesta vida. Mas não vou durar para sempre, quero usar todos os recursos para tocar o coração das pessoas para que possam elas próprias lançarem-se também neste além!”. É, ou não é, uma graça de pessoa, esse tal do Fábio Caio? Além de ser um senhor artista. Fábio é quem, é gente.

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Texto: Letícia Lins/ #OxeRecife
Foto: Alexandre Albuquerque/ Cortesia

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