Material escolar: doação e exploração

No início do ano letivo, algumas instituições realizam ações fraternas, para amenizar o peso do material escolar no bolso dos pais, principalmente dos mais carentes. O Sesc, por exemplo, realizará no dia 20 de janeiro uma feira de troca-troca de livros, incluindo os didáticos. A feira  ocorre na Quadra de Esportes do Sesc Santo Amaro, e permite que muitas famílias consigam livros para os filhos a custo zero.

Já o Plaza Shopping deflagrou a campanha Volta às Aulas Solidária. E instalou um ponto de arrecadação de material escolar,  para contribuir com a volta às aulas de menores atendidos pela Casa da Criança Marcelo Asfora, que também fica em Casa Forte.  Os clientes podem doar cadernos, estojos, lápis, borrachas, canetas, giz de cera, lápis hidrocor, lapiseiras, livros infantis e jogos educativos novos ou em bom estado. Todo material arrecadado será usado durante as atividades pedagógicas realizadas pela instituição ao longo do ano. O ponto de arrecadação fica localizado no Piso L2 do Plaza, em frente à Richards.

Sesc realiza este mês feira de troca-troca de livros para ajudar aos pais com material escolar.

Falar em material escolar, é bom ficar atento. Quem for comprar livros, cadernos, lápis, etc, precisa pesquisar. O Procon Recife fez pesquisa de preços em dez estabelecimentos comerciais da capital pernambucana, que identificou diferenças de até 1095% nos valores dos produtos. Dá para acreditar?  Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Recife, o objetivo do levantamento foi incentivar o consumidor a economizar, mostrando as grandes variações de preços de um estabelecimento para outro.A diferença mais notável no custo do material foi a do apontador de lápis plástico, que varia de R$ 0,20 a R$ 2,39, o equivalente a 1095%.

Outras variações expressivas foram identificadas no apontador de metal, que pode ser comprado entre R$ 1,50 e R$ 7,40, uma diferença de 393%. A borracha grande varia de R$ 1,35 a R$ 5,50, percentual que chega a 307%. No caso da régua de 30 cm, o preço mais barato foi R$ 0,80 e o mais caro R$ 2,10, uma variação de 162,5%. “A pesquisa é um instrumento muito valioso para quem deseja economizar, pois a partir dela os consumidores podem comparar os valores dos produtos”, salienta Raquel Morais, Gerente Geral de Defesa do Consumidor do Procon Recife.

Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Divulgação

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