Furando e sujando a rua

Sabem o que é que estou achando? Que é necessário que o poder público – tanto prefeitura quanto governo estadual – faça treinamentos e cursos sobre a questão do lixo para servidores que trabalham nas ruas. E para estes repassem, também, os ensinamentos aos prestadores de serviço.

Tenho visto tanto civis quanto militares descartando sujeira em ruas e praças sem o menor constrangimento. Em países civilizados, estes até fiscalizam os porcalhões. Jogue um lixo no chão, em Paris, junto de um “gendarme” (policial francês), para ver o que acontece. Tenho um amigo que descuidou e deixou cair um papel no chão, na cidade luz. Foi um vexame. O soldado pegou o rapaz pelo colarinho e mandou apanhar o descarte. Mas aqui vejo lixo junto de postos de saúde, de quartéis, de repartições públicas.

E também, nos canteiros de obras nas ruas do Recife. Recentemente tive uma obra da Compesa bem pertinho da minha casa. No dia seguinte, estava o lixo lá: operários comeram e deixaram no chão as quentinhas, os restos, e as garrafas pet. No dia seguinte, levei um saco plástico e pedi a eles que botassem o lixo na sacola. Botaram. Ou seja, não custa nada orientar. Se não fizer isso, ninguém se manca. No asfalto, nas praças, jardins, na praia, todo mundo, até mesmo os agentes públicos descartam a sujeira onde não devem.

A sugestão também é válida para empresas privadas que trabalham nas ruas, principalmente as operadoras de Tv a cabo, Internet, telefonia, eletricidade. Nunca vi um trabalhador dessas empresas fazer um serviço, sem deixar o chão emporcalhado: pedaços de fios são sempre “esquecidos” na frente das casas. Nas calçadas, nas ruas. A Celpe também deixa rastro por onde anda. Certa vez, solicitei que fosse retirado um sagui do fio, pois o bichinho morreu eletrocutado na frente da minha casa. A Celpe veio na maior rapidez. Mas deixou o defunto na minha porta. Fiquei chocada. O funcionário poderia, pelo menos, ter avisado. Eu teria recolhido, ao invés de deixar o bicho em decomposição no chão.

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Texto e foto: Letícia Lins / #OxeRecife

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