Parem de derrubar árvores (86)

O arboricídio não cessa de fazer vítimas no Recife. Na segunda-feira, eu me deparei com três toquinhos em uma extensão de menos de 50  metros, na Rua Evaristo da Veiga, Casa Amarela, Zona Norte do Recife. Caminhando pelo Espinheiro, encontrei outra cena triste, na Rua Vicente Meira, onde em uma calçada, com menos de 10 metros de distância, encontrei dos troncos guilhotinados pela motosserra insana.

Em novembro, houve audiência na Câmara Municipal, para debater o problema da arborização do Recife, onde calculo que até o final da atual gestão, mais de 13 mil árvores terão sido eliminadas, ao longo de oito anos. Isso porque, segundo informações oficiais, nos três primeiros anos da gestão socialista, 5 mil já haviam tombado em praças, ruas e jardins do Recife.

Em uma só calçada, duas vítimas de arboricídio, no Espinheiro. O pior é que as autoridades não se mobilizam contra isso.

Os números atuais, no entanto, são hoje guardados a sete chaves. Ninguém sabe quantas árvores foram assassinadas nem quantas foram plantadas para compensar a erradicação. Autor do requerimento para realização da audiência pública, o vereador Jayme Asfora (PMDB) prometeu apresentar projeto de lei, determinando que a Emlurb só poderia derrubar uma árvore, após publicação de laudo técnico sobre a planta.

Mas até agora… nada. O #OxeRecife aplaudiu a iniciativa quando foi anunciada, mas espera que seja cumprida. Caso contrário, o arboricídio só irá aumentar. A Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente também prometeu, na sessão, que haveria reposição das árvores eliminadas. Até entreguei um relatório, com a lista das árvores eliminadas aqui noticiadas.  Se a reposição foi feita, ninguém sabe onde.

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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