Saguis infectados são sacrificados

Segurança do Hospital São Marcos, Renato Alexandre encontrou um sagui desorientado, batendo nas paredes e muros. Descobriu que o bichinho não enxergava, e levou o animal para casa. Organizou uma vaquinha via Facebook, para pagar veterinário. Era uma fêmea.

Já com R$ 140 prometidos e disposto a cuidar do bichinho, ele defrontou-se com outro, na mesma situação. Também cego.  Dessa vez, um macho. Achando que o problema poderia ser mais grave do que a maldade humana, ele conduziu os animais à Agência Estadual do Meio Ambiente (Cprh), em busca de orientação.

 E terminou por fazer doação voluntária. Os bichinhos foram para o Centro de Triagem de Animais Silvestres da Cprh, o Cetas Tangara, onde constatou-se que ambos estavam em sofrimento, e em condições não condizentes com a vida. Provavelmente sofriam de herpes. Material colhido foi enviado à Secretaria Estadual de Saúde, para epizootia. Com sintomas de zoonose (doença infeciosa que pode ser transmitida aos homens), os dois sofreram eutanásia nessa terça-feira.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Divulgação / Cprh

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