Riachos podem ser recuperados

Embora esteja bastante ocupada – nada menos de 7.200 moradores – a Unidade de Conservação da Natureza Sítio dos Pintos não tem apenas vegetação exuberante em seu território. Possui, também, onze olhos d´água e nada menos de seis riachos. “Todos estão degradados parcialmente, e têm possibilidade de recuperação”, afirma Ricardo Braga, Presidente da Associação Águas do Nordeste (ANE) e coordenador do  Projeto Paisagem, História e Cidadania Ambiental na UCN Sítio dos Pintos, em execução na localidade.

A recuperação de riachos e de áreas degradadas, no entanto, só deverá ser executada depois de apresentado, aprovado e financiado o Plano de Manejo da UCN. Ele só deverá ser entregue aos órgãos públicos em março de 2018. Entre os olhos d´água citados pelos moradores e mapeados encontram-se: Maria de Deco, Dona Dedé,  Dona Chiquinha, João da Beção, Israel, Zezinho Neves, Buraco da Velha, Joca Marroquim e Maria Cabelão. Também há dois outros no terreno onde fica o Condomínio  Privé Dois Irmãos.

Ainda sobrevivem, também, riachos como o Sítio dos Pintos, o Três Paus e o Camaragibe, e o da Fortuna.  Há dois outros, que são afluentes do Riacho Sítio dos Pintos.  O bairro até os anos 60 do século passado era um sítio, cujo dono não permitia edificações na área. Algumas casas de taipa com telhados de palha eram tolerados.

Na exposição que está montada na Associação de Moradores, há um desenho de um artista local, seu Duda, que reproduz como eram os imóveis da época. E embora a UCN  já esteja bastante ocupada, 42,55 por cento ainda estão verdes. E todo cuidado é pouco para preservação dessas matas. A cobertura verde é constituída de vegetação arbórea (27,80 por cento) e arbustiva (14,75 por cento).

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Divulgação / ANE

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