Casa Amarela tem campanha “ECOcô”

Casa Amarela vai ganhar uma campanha  (ECOcô) contra um problema que existe em todo o Recife e que incomoda a muita gente: sujeira de totós e bichanos nas calçadas. A iniciativa é dos próprios moradores, através do Instituto Casa Amarela Saudável e Sustentável. “Os cocôs de animais domésticos vêm tomando todo o bairro”, reclama Vandson Holanda, Coordenador do Icass. O assunto tem dominado até as reuniões de síndicos daquela área. E recentemente houve tentativa de envenenamento de um cão, por parte de morador irritado, porque o animal sujava a calçada do seu imóvel diariamente. Foi quando o Icass decidiu tomar uma providência.

A primeira iniciativa será a distribuição de cata-cacas pelas ruas mais problemáticas daquele bairro da Zona Norte. Mas a providência não será isolada. “Faremos uma campanha de educação ambiental e em defesa de nossas calçadas”, diz Vandson. No final da semana passada, foi feita até uma votação para escolher o nome da campanha. As três primeiras opções apontadas por 169 votantes foram: ECOcô (32,5 por cento), Cocoletores (12,4 por cento) e Rastro Limpo (8,9 por cento). Também foram sugeridos CocoPet, CocoPetendência, Dog Poop, LimpaPet, PegaPet e Pet Legal. Ficou definido que o nome da campanha, inclusive a ser colocado nos pontos de distribuição de saquinhos, será mesmo o ECOcô. Haverá, também, a marca do Icass e de eventuais patrocinadores. Um consultório veterinário já mostrou interesse em participar da mobilização.

Garis se queixam da falta de educação de moradores da Rua do Futuro: “campeã” do cocô na calçada, aqui no Recife

No próximo dia 16 vai haver reunião do Icass, para acerto dos detalhes finais sobre a campanha, que já tem coordenadora: Maria Efigênia Farias, professora do Instituto Federal de Pernambuco (antiga Escola Técnica). Ela está engajando os seus alunos da disciplina de saneamento no trabalho educativo. “A ideia é que os próprios condomínios providenciem seus coletores, mas também pretendemos distribuí-los nas calçadas mais problemáticas”, diz ela. “Vamos fazer uma cartilha para educar a população e envolver cooperativas de catadores para desenvolver coletores a partir de garrafas Pet”, afirma. No bairro de Casa Amarela já vi condomínios que colocam placas, pedindo aos proprietários de cachorros que não sujem suas calçadas. “Seja educado! Apanhe o cocô deixado pelo seu cão”, diz uma delas, na Rua da Harmonia, onde a calçada era lavada várias vezes por dia devido aos porcalhões.

Em Casa Forte, uma galeria comercial da Rua do Chacon colocou um cata caca na entrada, porque os clientes sempre chegavam às lojas reclamando que pisaram no cocô do cachorro (tem um petshop defronte, e os “clientes” sempre deixavam na rua seus “carimbos”). Em Boa Viagem, esta semana, eu caminhava por uma calçada de um prédio em construção na Rua Ernesto de Paula Santos. Era tanta sujeira canina que resolvi computar. Em 60 passos, eu me defrontei com nada menos de oito “descartes” dos totós. Na Rua do Futuro, nas Graças, é preciso bancar o equilibrista para não pisar nos dejetos nas calçadas. Por conta dessa prática nefasta, merece registro e aplausos a iniciativa do Icass. Tomara que ela se espalhe por todos os bairros do Recife e que os porcalhões donos de cães comecem a ficar constrangidos e envergonhados com a sujeira que deixam no meio das ruas.

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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