Parem de derrubar árvores (63)

Vejam quanta tristeza. Essa árvore, que era bem frondosa, fica na calçada da escola estadual que funciona no prédio do antigo Cotonifício Othon, no Parque da Macaxeira, na Avenida Norte, na Zona Norte do Recife. É uma das mais recentes vítimas da guilhotina. Ops… da motosserra insana. Chegamos ao post  número 63, da série Parem de derrubar árvores  aqui no #OxeRecife, todos veiculados em 2017, quando resolvi sistematizar os registros, com numeração, nome da rua, data do flagrante.

A eliminação de árvores é ruim para a nossa cidade, cuja temperatura tende a aumentar cada vez mais. De acordo com o nosso levantamento,  as vítimas do arboricídio somam nada menos de cem nos meus registros. Mas atenção, essa centena de vítimas se refere apenas aos casos documentados no #OxeRecife de janeiro a novembro de 2017, pelas ruas pro onde passo.  O Recife, no entanto, tem 8.474 vias, e dá para se imaginar o número do estrago. Nos primeiros três anos da gestão Geraldo Júlio (PSB), elas somariam 5 mil “erradicadas”. No ano passado, no entanto, a Emlurb reduziu o número oficial de erradicações para 4 mil. Essa virou a quantidade oficial, matemática que até hoje não consegui entender, porque a cada dia a gente vê mais um toco na rua. E agora é em quase toda esquina.

Os números reais, no entanto, ninguém sabe, pois essa questão parece ter virado uma caixa preta. Desde setembro passado que enviei um questionário à Emlurb sobre o assunto, que preocupa demais o recifense, a julgar pelo número de acessos aqui no Blog e no Facebook, quando o assunto é o arboricídio que acontece no Recife. Em outubro, reforcei o pedido de esclarecimento, com novas perguntas. Sabem qual foi a resposta? Nenhuma. Pelo menos até agora. Essa vítima que fica na calçada do Parque da Macaxeira era uma das  poucas a arborizar a  área. Pois o parque – que é bem maior do que o da Jaqueira – só é frequentado cedinho ou a partir do final da tarde.  Isso porque ele só possui três árvores frondosas, e tem gente que não aguenta o calor, ao correr ou caminhar a partir das 10h.  Essa ficava na calçada, dando sombra aos pedestres e aos alunos da escola pública. Eu realmente não sei o que passa pela cabeça de autoridades que tratam o nosso já debilitado verde desse jeito. Eu, hein…. #ParemDeDerrubarÁrvores.

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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