Calçadas nada cidadãs

Pela legislação, cada cidadão recifense tem obrigação de zelar pela calçada do seu imóvel.  Mas a julgar pelo que a gente vê no Recife, poucas pessoas cumprem a lei 16.890 de 2003. Da mesma forma, o poder público – no caso, a Prefeitura – deve cuidar das calçadas de suas repartições, dos canteiros centrais de ruas e avenidas, de parques, jardins, praças.

E também daquelas que ficam às margens de rios, lagoas, açudes. Mas o que a gente vê por aí, é o contrário. Quem deveria dar o exemplo é quem mais deixa de cumprir a obrigação. Vejam o caso da calçada  em que aparecem grades azuis, pela qual quase não conseguia andar, quando acompanhava o grupo das Caminhadas Domingueiras,  dia desses, entre os bairros das Graças e do Fundão.

Essa calçada, na Avenida Beberibe, pertence a um prédio público municipal e, pela lei,  deveria estar em bom estado.

Ela pertence a um prédio público municipal, situado no imóvel número 1020, da Avenida Beberibe, no Arruda, bem pertinho do estádio. Por ser de uma repartição, o órgão encarregado de sua manutenção seria a Prefeitura. Isso do ponto de vista legal. Mas como vocês observam na foto, é preciso ter cuidado, para não levar um tombo. Para um cadeirante ou uma pessoa que tem dificuldade motora, é impossível se locomover em uma calçada desta.

Um pouco adiante, me defrontei com outra situação complicada. O prédio privado avança pelo calçada, deixando uma largura de quase nada para o pedestre passar. E no meio do caminho, ainda tem um poste, o que obriga as pessoas a seguirem pelo asfalto, disputando espaço com os carros. Realmente, tudo muito precário. Tanto as que deveriam ser mantidas pelo poder público, quando as sob responsabilidade dos cidadãos. Mas, quanto a estas, não custa nada o poder público racionalizar o uso do espaço e fiscalizar, multando, quem não cumpre a lei.

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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