Ficus e palmeira imperial sem reposição

A Prefeitura, através da Emlurb, informa que para cada árvore derrubada (eles usam o nome de “erradicada”) , duas são plantadas no Recife. Mas nós que nos habituamos a conviver com tocos em todos os cantos da cidade, sabemos que alguma coisa está errada nessa informação.

Para ficar nos dois mais célebres casos de árvores derrubadas no Recife nos últimos dias, permanece tudo do mesmo jeito. Estive no feriado no Pátio do Carmo, onde no final de agosto uma palmeira imperial adulta foi suprimida. Seria apenas uma a mais, na nossa triste estatística aqui no #OxeRecife, perto de completar 50 posts sobre essas baixas difíceis de aceitar.

No Pátio do Carmo, a cova da palmeira imperial erradicada (porque estava bichada)  ainda está vazia. Cadê a reposição?

 

O corte da palmeira imperial ficou famoso, porque ocorreu no dia 25 de agosto, no local onde à noite estacionaria um trio elétrico, para um comício do ex-Presidente Lula. Por isso, a derrubada deu muita polêmica.  Teve gente que acusou o PT pelo corte, e teve gente que acusou a Emlurb de escolher de propósito a data, para incriminar o partido.

“Visando preservar a  sanidade das outras plantas (quatro palmeiras também imperiais), foi necessária a erradicação imediata. Em substituição, será plantada nova palmeira imperial na área”, diz a Emlurb, invocando “larvas infectadas” com “capacidade de matar palmeiras próximas”, para atitude tão radical. Estive esta semana no local. A cova continua lá. Sem palmeira nenhuma de reposição. Na Rua da Aurora, a triste paisagem do fícus mutilado também não mudou. Os restos mortais permanecem no local, parecendo mais uma montanha de ferros retorcidos do que uma planta que um dia ficou famosa pela sua exuberância. E ninguém sabe a data certa para plantio de outra árvore no lugar. #Parem de derrubar árvores.

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Parem de derrubar árvores (45)

Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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