Minha tarde no “Olha!Recife” (1)

Hoje resolvi falar da minha experiência no Olha!Recife, o projeto de sensibilização turística da Prefeitura, que acontece aos sábados, domingos e quartas-feiras. E que resolvi acompanhar, na semana passada. Há exatamente oito dias. Foi muito legal. O grupo era atento, curioso e disciplinado. E os guias, muito atenciosos. Como ocorre com os passeios a pé, nós nos encontramos na Praça do Arsenal, de onde saímos rumo à Basílica da Penha, onde conhecemos sua arquitetura, sua importância religiosa e também a sua história. E onde ficamos sabendo dos  prejuízos provocados pelas mancadas de manutenções inadequadas, que quase derrubam o templo.

No caminho, percorremos vias como a Barão Rodrigues Maciel, Apolo, Rio Branco, Marquês de Olinda, Martins de Barros, Imperador, Cais do Imperador, Rua da Praia, Rua do Porão, Praça Dom Vital, nosso destino final.  No caminho, paramos pelo menos umas oito vezes. Era para ouvirmos explicações sobre calçadas de pedras portuguesas, sobre a origem do nome da Rua da Praia (que era uma praia mesmo, no passado), sobre a presença dos judeus no Recife, ou ainda sobre a origem de moradias dos bairros comerciais de séculos atrás. Também descobrimos que o Teatro Apolo é o mais antigo do Recife (muitas pessoas pensam que é o Santa Isabel), e que foi fundado por uma sociedade harmônica teatral.

O Teatro Apolo (“o mais antigo da cidade”) incluiu o roteiro rumo à Basílica da Penha, Olha! Recife de quarta-feira.

Passamos pelas obras em restauração do antigo prédio Cnantecler (“casa da luz vermelha,  para deleite dos portugueses), pela Ponte Maurício de Nassau (com descrição das quatro estátuas de suas cabeceiras e a célebre história do boi voador). Também nos foi explicada a origem do Cais da Alfândega – onde hoje fica o Paço Alfândega – e ainda recebemos informações sobre o extinto Mercado do Peixe, cuja instalação foi combatida pelos capuchinhos, que temiam que o cheiro do pescado afugentasse os fiéis de sua igreja, onde fica hoje a Basílica da Penha.

Claro, todo mundo aproveitou o passeio não só para contemplar as belezas (muitas vezes ocultas do Recife), mas também para fotografá-las. O Rio Capibaribe estava cheio e lindo, e as garças se amontoavam, ao lado do Cais do Imperador, onde comiam peixes e até vísceras deles, ali deixados por pescadores. O Recife é uma cidade bonita. Mas precisa de trato. E muito. É grande a quantidade de calçadas esburacadas, de antigos casarios necessitando de manutenção e restauração. E o que é pior: a Praça Dom Vital, onde fica a Basílica da Penha, destino final do passeio estava dominada por mendigos e lixo. Situação nada  recomendável para um dos cartões postais da cidade, já que fica ao lado do Mercado de São José, o mais tradicional mercado público do Recife.

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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