Vítimas de tráfico são repatriadas

Uns vão daqui para a Amazônia. Outros, são enviados para São Paulo. Também há os que chegam do Ceará, do Sul, do Sudeste. Dessa vez são dezoito as aves repatriadas para São Paulo. Elas embarcaram na madrugada de hoje, em voo da Latam, depois de passar por período de reabilitação no Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco (Cetas Tangara), da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH). Todas elas eram vítimas de tráfico,e foram apreendidas em ações de fiscalização do Cipoma, Ibama e da própria CPRH.

As aves são da fauna do Sudeste, e estão divididas assim: oito coleirinhos (também conhecidos como papa-capim), três pintassilgos-goianinho, dois pixoxós, duas arapongas, um caboclinho-de-barriga-vermelha, um japu-preto e uma iraúna-grande.  O embarque foi às 02h59. As aves seguiram em caixote apropíado, dvidido em 18 compartimentos. Bem diferente, portanto, das caixas em que normalmente são traficadas,  amontoadas, quando muitos pássaros chegam até a morrer.

Após a passagem pelo Cetas, as aves que seguiram neste repatriamento serão acompanhadas pelo Centro de Triagem da Divisão de Fauna (Depave), da Prefeitura de São Paulo. Em seguida, serão devolvidas à natureza, de onde nunca deveriam ter  saído. Infelizmente viram alvo de ganância de gente sem noção.

Os pássaros serão liberadas em áreas de soltura daquele Estado. Este é o segundo repatriamento que a CPRH realiza para São Paulo, e o primeiro depois da inauguração do Cetas Tangara, em dezembro de 2016. Em julho e agosto deste ano, o Centro de Triagem de Pernambuco encaminhou araras e tucanos (aves de ocorrência no Amazonas e em áreas do Cerrado) para o centro de triagem do Amapá, do Ibama. Ao mesmo tempo, nessa parceria ambiental, recebeu aves resgatadas em São Paulo e no Ceará.

Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Divulgação / Cprh

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