Cadê o respeito aos cadeirantes?

Muito legal a iniciativa de programar o Recife do Coração com eventos voltados para a 16ª Semana Municipal da Pessoa com Deficiência, como ocorreu no último domingo em nossa cidade. Mas as  pessoas com deficiência merecem respeito por todo o ano, e não apenas em dia de festa.  O que se observa, no entanto, é o contrário: falta acessibilidade  em calçadas, prédios públicos e até nas paradas de ônibus.

No bairro do Recife, no final de semana, houve  corridas, bikes inclusivas, apresentações teatrais e circenses, com todas as facilidades para pessoas com deficiência.  Houve até uma edição especial do Olha! Recife, com ônibus adaptado para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção. Muito bom. Mas melhor ainda, seria lembrar da população o tempo todo, deixando-se de impor tantas dificuldades aos pedestres e, principalmente, àqueles com deficiência durante todos os dias do ano.

Falta de respeito total ao cadeirante nessa calçada da Avenida Dezessete de Agosto. A outra é na Av. Rui Barbosa

Se a pessoa que não tem problema de locomoção ou de visão, já enfrenta dificuldade para andar pelas ruas do Recife, imaginem as aquelas que têm deficiência, seja motor ou visual, diante de calçadas irregulares ou mal conservadas.  Nas paradas de ônibus, a situação é ainda pior. Há lixo acumulado, buracos nas calçadas, depressões ou concreto quebrado nos locais destinados a cadeiras de rodas.

Exemplos dessa irregularidade podem ser observados em pontos de ônibus da Avenida Rui Barbosa, na foto que abre esse post.  Ela fica no bairro das Graças. Há situações idênticas, sofríveis, na Avenida Dezessete de Agosto, em Casa Forte, também na Zona Norte, como se observa na foto acima. E se a gente for procurar,  vai encontrar esse tipo de problema por toda cidade. Fica difícil para o pedestre que não tem deficiência andar sem correr risco de levar aquele tombo. No caso dos cadeirantes, o perigo é dobrado: faltam rampas de acesso, sobram buracos nas calçadas e há locais onde postes mal posicionados obstruem o caminho.

Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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