Parem de derrubar árvores (43)

Durante o último domingo, em mais um dia andando pelas ruas do Recife – dessa vez com o Grupo Caminhadas Domingueiras – eu me defrontei com mais uma “vítima de assassinato”, como é comum se observar em nossa cidade, cada vez mais saqueada no seu patrimônio verde. O irônico dessa história é que o roteiro do grupo era exatamente o caminho entre duas árvores.

Ambas, muito emblemáticas, porque são tombadas. No caso, dois exemplares da espécie Adansonia digitata, popularmente conhecidas como baobás. Saímos do Jardim do Baobá, nas Graças. E fomos andando até baobá do Fundão, que também não pode ser derrubado. É que os dois são protegidos pela lei,  e se sustentam, com toda a imponência. Mas antes mesmo de chegar ao destino final,  fiquei muito triste com mais uma vítima da motosserra insana.

Ela fica na Rua Jornalista Campelo Júnior, no Fundão de Dentro. Segundo os moradores, a árvore estava muito inclinada, e havia temor que ela caísse. Mas nem todas as árvores possuem o tronco assim tão vertical, e nem por esse motivo apresentam ameaça para a segurança de pedestres. No tronco, totalmente mutilado e, pelo que se observa, sem chance de voltar a vicejar, o caule mostra “feridas”, que restaram do “homicídio”. Sinceramente, as pessoas estão começando a reclamar.

Esse arboricídio generalizado, aqui no Recife, já começa a virar assunto de estudo nas universidades. E também de indignação, por parte da população.  Soube que a Universidade Federal Rural de Pernambuco está fazendo uma pesquisa sobre o problema, com registro fotográfico, como já vem acusando o #OxeRecife, embora sem a preocupação acadêmica da Ufrpe. Recentemente o professor  Oscar Agra recorreu ao Blog para passar uma tarefa para os seus alunos da Universidade Guararapes do Recife. Eles fizeram redação em inglês sobre a matança absurda, que faz do Recife a capital nacional dos toquinhos. Parem de Derrubar árvores.

Leia também:
Parem de derrubar árvores
Parem de derrubar árvores na Universidade

Texto e foto: Letícia Lins / #OxeRecife

Compartilhe

Deixar uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.