Parem de derrubar árvores (31)

Mais um absurdo cometido contra o verde. Dessa vez não nas calçadas, mas quase isso. Só vi hoje. Mas soube que foi no final de semana que passou. Uma frondosa mangueira, que sombreava uma das esquinas da Rua Sebastião Alves, na Tamarineira, foi trucidada. A árvore estava sadia, e segundo um morador daquela rua, era um alívio para quem passava na calçada, durante dias de sol quente.

A árvore já vivia confinada em um cubículo, entre a sede da Galeria Casa Grande e a calçada da Sebastião Alves. A Galeria fica na esquina daquela via e a Estrada do Arraial. Recebi a denúncia na segunda. Hoje passei lá, para conferir. E morri de pena, pois conhecia bem a árvore, por onde costumava passar em minhas caminhadas matinais. Durante as safras, era generosa. Manga era o que não faltava para dar e vender. Moradores do bairro dizem que a planta tinha mais de 50 anos.

“A senhora é da Prefeitura”?, indagou um dos responsáveis pela obra, ao me ver fotogravar o que restou da pobrezinha. A mangueira, que já vivia confinada, recebeu mais esse golpe de misericórdia. A galeria tem dois andares: o térreo e o primeiro. O trabalhador informou que tudo vai ser arrancado, porque a árvore vai dar lugar a um elevador. Não chequei a informação com a direção da Galeria Casa Grande. Mas será que não tinha outra solução? Aqui no Recife virou mania derrubar árvore. Tanto na iniciativa pública quanto na privada. Eu, hein….

Texto e foto: Letícia Lins / #OxeRecife

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