Parem de derrubar árvores (29)

Tem jeito não… Eu até que estava quietinha, sem contar os tocos de árvores pelas ruas. Já foram tantos, registrados aqui na campanha Parem de derrubar árvores do nosso #OxeRecife, que até eu tinha desligado um tempo. Mas foi só o professor Oscar Agra passar uma tarefa para seus alunos sobre o tema, que – imaginem – hoje achei mais uma árvore mutilada e… assassinada.

Essa da foto fica na Rua Afonso Celso, no bairro da Tamarineira, onde hoje estive, para visitar um tio querido. Percebe-se que era uma planta desproporcional ao seu espaço. Mas observa-se, também, que o canteiro  a ela destinado não era adequado ao tamanho de suas raízes. Alguém cimentou tudo e deixou a planta sem ter por onde se expandir. Está bom, podem até dizer que  derrubaram a árvore, porque  atrapalhava a mobilidade, que as pessoas poderiam cair na calçada.

Respondam rapidinho: o "assassinato" dessa árvore melhorou em quê, a mobilidade nessa calçada?
Respondam rapidinho: o “assassinato” dessa árvore melhorou em quê, a mobilidade nessa calçada? Adiantou o sacrifício?

Mas observem bem a foto que abre esse post. A árvore foi degolada, mas seu tronco ficou lá. Ela morreu, mas nenhuma outra, especial para calçadas, foi plantada no  lugar. Agora observem mais: derrubar essa árvore melhorou em que a mobilidade das pessoas? Por acaso a calçada ficou acessível a adultos, crianças, cegos, cadeirantes ou idosos? Não. Está tudo do mesmo jeito. Só a árvore que não é a mesma. Foi assassinada. Pior para quem precisava de sua sombra.

Essa semana, o professor Oscar Agra, da Universidade dos Guararapes do Recife, passou uma tarefa para seis de suas sete turmas da cadeira de inglês, naquela instituição onde ensina. Adivinhem qual era o mote? A nossa campanha  Parem de derrubar árvores contra a matança indiscriminada das árvores das ruas, praças e parques do Recife. Com esse, já são 29 posts sobre o assunto, só em 2017. E notem, há alguns em  que os registros de vegetais mutilados não se resumem a uma “vítima”.  Mas a várias. Teve ocasião em que, em um dia só, foram dez árvores erradicadas, como aconteceu no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), no mês de junho. “Parem de derrubar árvores”, por favor. A população clama por isso. Até quando, hein, motosserra insana?

Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife 

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